MPF pede reparação de mais de R$ 1 bilhão por esquema na Olimpíada

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Por O Dia

A denúncia do Ministério Público Federal do Rio (MPF) contra o presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman ontem, pediu a reparação por danos morais no valor de R$ 1 bilhão e materiais no valor de R$ 6,34 milhões. Além de Nuzman, o órgão também denunciou o diretor de marketing do COB, Leonardo Gryner, por corrupção passiva e organização criminosa; o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, Papa Massata Diack e Lamine Diack (membros do Comitê Olímpico Internacional), por corrupção passiva, e o empresário Arthur Soares, o 'Rei Arthur' por corrupção ativa.

Nuzman foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com o MPF, Cabral, Nuzman e Gryner fizeram solicitação direta a Arthur e aceitaram promessa de vantagem indevida aos senegaleses Papa Diack e Lamine Diack, no valor de US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,3 milhões), para garantir votos para o Rio na eleição da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o que, para o órgão, configura corrupção passiva.

A denúncia equipara Nuzman e Gryner a funcionários públicos, uma vez que tanto o COB quanto o Comitê dos Jogos receberam e eram gestores de verbas públicas e exerciam, por delegação, uma atividade típica de estado: o desporto. O MPF também citou a Lei Pelé, em que compete ao COB representar o país em eventos olímpicos e outros de igual natureza.

Para os procuradores, Nuzman e Gryner também teriam infringido dever funcional ao conceder desconto, mesmo diante de descumprimento de contrato, do LSH Barra Hotel. O ex-presidente do COB ainda é acusado de dissimular a propriedade e a origem de 16 quilos de ouro, no valor de R$ 1.495.437,63, mantidos em cofre na Suíça.

O MPF revelou ainda que, em agosto de 2009, pouco mais de um ano após o COI anunciar as quatro cidades que concorreriam para sede dos jogos, Nuzman, Gryner e Cabral se encontraram com Lamine no Mundial de Atletismo de Berlim, oportunidade em que o senegalês indicou seu filho para tratar de pagamentos por 'patrocinadores'.

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