Rafael Braga estaria esperando passageiro acionar o aplicativo - REPRODUÇÃO DO FACEBOOK
Rafael Braga estaria esperando passageiro acionar o aplicativoREPRODUÇÃO DO FACEBOOK
Por JONATHAN FERREIRA
Publicado 16/12/2017 16:54 | Atualizado 16/12/2017 21:34

Um motorista do aplicativo Uber foi morto ontem de manhã durante um arrastão na Avenida Brasil, no trecho de Fazenda Botafogo. A vítima, identificada como Rafael da Silva Braga, de 28 anos, trabalhava como técnico de manutenção em uma rede de supermercados e estava há cinco meses com trabalho extra de motorista para complementar a renda familiar. Segundo a sua ex-mulher, Paula Fernandes Alves, no momento em que foi baleado, Rafael estaria esperando algum passageiro acionar o aplicativo.

"Ele era uma pessoa muito tranquila, não tinha nenhum vício. O único vício dele era o de trabalhar demais para dar tudo do bom e do melhor para a nossa filha", ressaltou Paula, que é mãe de uma menina de apenas oito meses.

Ela lembrou que recebeu a última mensagem dele, no celular, por volta de meia noite."A mensagem dizia que eu suportaria viver sem ele. Parecia que ele estava se despedindo", comentou.

A ex-mulher esteve ontem no Instituto Médico Legal (IML), no Centro, junto com os pais e os irmãos da vítima para liberar o corpo. Ela comentou que Rafael reclamava com frequência da insegurança na Avenida Brasil e que havia prometido que deixaria de trabalhar no período noturno. Rafael morava com os pais em Paciência, na Zona Oeste.

"Acreditamos que ele tenha sido vítima de bala perdida, pois o celular, a carteira e o dinheiro que ele ganhou trabalhando estava dentro do carro", comentou.

A PM informou que o Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) foi acionado, por volta das 6h, e ao chegar próximo à comunidade do Chaves, onde ocorreu o arrastão, encontrou a pista fechada, dois veículos abandonados e motoristas voltando pela contramão. Ao perceberem a presença dos PMs, os assaltantes fugiram.

Em seguida, os policiais encontraram Rafael morto dentro de seu carro. A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) abriu inquérito para apurar o caso, que foi registrado como latrocínio, roubo seguido de morte. Os investigadores buscam informações para identificar os autores do crime.

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