Desespero toma conta dos foliões após o bloco

Por O Dia

Na altura da rua Alves de Brito, dezenas de pessoas acompanhavam o bloco "Nem Muda Nem Sai de Cima". Assim que perceberam o tiroteio, os foliões se desesperaram e correram. O dentista Jorge Mauro Fernandes, 57, relatou os momentos de pânico. "Graças a Deus o bloco já tinha passado. Foram cinco minutos de rajadas. Poderia ter ocorrido uma tragédia aqui", disse. Ontem, o bloco divulgou uma nota nas redes sociais lamentando o ocorrido e se solidarizou com os familiares de Samuel Ferreira.

O último emprego de Samuca, como era carinhosamente chamado, foi no Bar do Momo, também na Tijuca. Por quatro anos ele serviu no local. Há três meses deixou o estabelecimento por motivos pessoais. "Eu considero como um filho. Tinha um carinho imenso por ele. No entanto, me disse que estava muito cansado e queria descansar um pouco", lembra emocionado Antônio Carlos Lafrague, dono do Momo.

Com um atendimento cativante, Samuca era um dos queridinhos do bar. "Ele gostava muito de sorrir. Há um mês surgiu dele cobrir férias lá no Bar do Pinto e ele foi. Eu estava em casa quando fui avisado. Saí correndo e, quando cheguei lá e vi aquela cena", disse Lafrague que completou: "Samuel era o filho caçula de dois irmãos e mãe dele está aos pedaços".

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro