Aliado na prevenção de acidentes

O freio autônomo de emergência proporciona maior eficácia na frenagem. Equipamento não é lei ainda no Brasil

Por O Dia

Rio - A frenagem autônoma de emergência está na lista das tecnologias automotivas que tendem a se tornar essenciais na redução de acidentes e mortes no trânsito, em todo o mundo, uma vez que o comportamento humano ainda é o principal fator de colisões e, muitas vezes, a reação humana não é suficiente para evitar um acidente. 

Segundo pondera Alessandro Rubio, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), o sistema de Frenagem autônoma de emergência (AEB - Autonomous Emergency Braking, em inglês) foi desenvolvido com o objetivo de minimizar os riscos de colisões frontais ou diminuir consideravelmente o impacto de uma batida. “Apesar de ainda não ser um item obrigatório em vários países, trata-se de recurso muito importante para a segurança viária, principalmente pelo fato de proporcionar ao motorista, passageiros e até pedestres uma proteção extra”, comenta. No mercado brasileiro, somente algumas categorias mais premium de veículos possuem o recurso.

Sensores do automóvel reconhecem o momento quando é necessário agir no sistema de frenagem além da própria intervenção humanaDivulgação

- Como funciona

No geral, o sistema é formado por sensores e câmeras instalados no para-choque dianteiro e também no para-brisa do veículo. Dessa forma, eles analisam a área que será trafegada e identificam os possíveis obstáculos à frente do carro e, quando acionado, o recurso inicia uma frenagem de emergência e alerta o motorista. “Se o condutor não responde após o aviso, o AEB automaticamente freia o veículo a fim de evitar a colisão com outro automóvel ou até mesmo com um pedestre”, explica Rubio. 

Nos Estados Unidos, a frenagem automática se tornará obrigatória para todos os veículos a partir de 1º de setembro de 2022 e já conta com o apoio das maiores montadoras do país, que representam cerca de 99% da frota ativa nas ruas do país. Em território nacional, essa tecnologia não está presente na maioria dos veículos e, infelizmente, não há nenhuma previsão na legislação para se tornar um item de fábrica.