Dilma pede 'cautela' a aliados ao comentar decisão de Maranhão

Presidente interino da Câmara dos Deputados anulou sessões do impeachment de Rousseff na Câmara dos Deputados

Por O Dia

Brasília - A presidente Dilma Rousseff participava de um evento político quando soube da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), em anular as sessões de votação no processo de impeachment da mandatária na Casa. 

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Dilma Rousseff no momento que soube da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados%2C Waldir Maranhão Reprodução

Rousseff pediu aos seus aliados "cautela" porque ainda não sabe as consequências dessa decisão.

"Soube agora da mesma forma que vocês souberam, porque apareceu no celular de todo mundo, que um recurso foi aceito e, portanto, o processo está suspendo. Eu não tenho a informação oficial. Estou falando aqui porque não podia, de maneira alguma, fingir que não estava sabendo da mesma coisa que vocês estão. Mas não é oficial. Não sei as consequências. Por favor, tenham cautela, vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas", afirmou a presidente.

Ministro Edinho diz que governo não desiste de lutar contra o impeachment

Antes de saber da derrubada do impeachment, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse nesta manhã que o governo trabalha contra o afastamento da presidenta Dilma Roussef. O processo acaba de ser suspenso por decisão do presidente interino da Câmara.

O ministro Edinho voltou a dizer que a defesa da presidente Dilma Rosseff, feita pela Advocacia Geral da União e acatada hoje por Waldir Maranhão, demonstra que não existe crime de responsabilidade por Dilma.

"Continuaremos trabalhando, lutando para o convencimento dos senadores para que o Senado não admita o processo de impeachment", disse, em evento no Laboratório Brasileiro de Controle  de Dopagem, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O processo contra a presidenta estava em discussão no Senado Federal.

O ministro também falou sobre processo que pede impugnação da eleição no Tribunal Superior Eleitoral e negou irregularidades "No pós-eleição, em 2014, a campanha foi auditada. Inclusive os técnicos do TSE admitem que foi a campanha mais auditada da história das eleições presidenciais. Tiramos todas as dúvidas e apresentamos toda documentação e as contas foram aprovadas."

Em relação à condução coercitiva do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em São Paulo, o Edinho defendeu que seja respeitado o direito à defesa. O petista foi conduzido mais cedo para depor na Operação Zelotes, da Polícia Federal.

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