Garoto-propaganda do YouTube fez vídeo ironizando estupro em 2014

Após críticas de usuários, Whindersson Nunes retirou vídeo em que 'dá dicas' para mulheres não serem violentadas

Por O Dia

Rio - Um dos fenômenos da internet brasileira, o youtuber piauiense Whindersson Nunes - que é garoto-propaganda do Youtube no País - entrou em conflito com internautas nesta sexta-feira. O motivo: na esteira do recente crime de estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, um vídeo feito pelo youtuber em 2014, com o título "Como não ser estuprada", foi encontrado, relembrado e duramente criticado.

Whindersson fez vídeo em 2014 em que ironizava estupros%3B usuários descobriram e o criticaramReprodução

No vídeo, apagado na própria sexta-feira pela web celebridade, são feitas piadas de mau gosto com o tema de abuso sexual de mulheres, incluindo a sugestão de as vítimas consentirem o estupro, fingirem realizar sexo oral no criminoso para, então, "contra-atacarem" e morderem o seu órgão sexual.

Além do vídeo, alguns tweets também foram "ressuscitados". Em um deles, o garoto-propaganda diz: "Estupro é uma palavra muito forte, prefiro chamar de sexo surpresa". Tanto o vídeo quanto as declarações de dois anos atrás foram removidos, mas muita gente conseguiu registrar o material e disseminá-lo pela rede.

Revoltados, muitos internautas e até mesmo fãs questionaram e criticaram Whindersson em seus canais oficiais de Twitter e Youtube.

O youtuber, que atualmente estampa anúncios nas grandes metrópoles representando a maior plataforma de vídeos da internet mundial, ficou revoltado com a repercussão que o vídeo ganhou após o estupro coletivo. "Ressuscitar tweets e videos meus com piadas sobre estupro é fácil, quero ver ajudar achar os 33 que fizeram essa barbaridade com a moça", rebateu.

Mais tarde, ele admitiu que estava errado à época do vídeo e que pensa diferente hoje em dia. "E me arrependo, pq eu tenho irmã, tenho mãe, e tenho medo, medo de acontecer com as pessoas que amo", tuitou. 

Depois de toda a polêmica, que ainda rende frutos no Twitter também com outras personalidades que falaram sobre o assunto com pouca cautela, Whindersson resolveu aderir ao movimento #EstuproNaoÉCulpaDaVitima. "Se é para ajudar, ajuda de verdade", disse ele, criticando aqueles que "printaram" suas atividades de anos anteriores que acabaram viralizando.

O Youtube foi procurado pela reportagem do iG para que se posicionasse sobre a conduta do seu garoto-propaganda, mas não houve retorno até o momento desta publicação.

Veja a reação de usuários ao vídeo postado em 2014 por Whindersson:

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