Todas de laranja contra a violência

Mônica ‘troca de roupa’ na campanha da ONU que prega o fim das agressões contra as mulheres

Por O Dia

São Paulo - Reconhecida feminista, a baixinha e forte Mônica não poderia deixar de apoiar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas. E ela escolheu demonstrar apoio da forma mais chamativa possível: deixou de lado seu look habitual, o famoso vestidinho vermelho, e arrasou de laranja, a cor escolhida para representar o dia. 

Mônica aderiu à campanha usando laranja%2C cor ‘vibrante e otimista’Reprodução

A data abre a campanha ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher’. Desde esta sexta, a ONU Mulheres, o SP Mulheres e o governo federal estão compartilhando conteúdos que discutem os diferentes tipos de agressão contra as mulheres. Além das ações nas redes, prédios serão iluminados com a cor laranja.

Homens também são alvo da campanha. E ela traz uma indagação: “Quando aquele seu amigo namorador teve a primeira filha, você falou que ele passou de consumidor a fornecedor?” Atitudes como essa, que deveriam ser inaceitáveis, ainda são consideradas por muitos como piadas ‘inofensivas’. Para as pessoas que repetem esse tipo de comentário machista, foi criada a hashtag #podeparar.

Segundo o governo federal, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 fez, em média, mais de 90 mil atendimentos por mês no primeiro semestre de 2016. Entre os 2.921 relatos de violência sexual, 84,12% estão relacionados ao estupro. Os ‘16 Dias’ procuram lembrar que repetir comentários e pensamentos machistas é, sim, uma forma de reforçar a cultura do estupro.

Histórico

A campanha começou em 1991 e homenageia as irmãs Mirabal — Pátria, Minerva e Teresa —, conhecidas como Las Mariposas. Elas foram assassinadas em 1961 por fazer oposição ao ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana. Atualmente, cerca de 160 países participam da campanha.

“São muitos os países onde as leis não são adequadas, onde as polícias não têm interesse em coibir essas violências, onde não há acolhimento disponível, cuidados de saúde ou apoio, e onde o sistema de justiça penal está longe dificultando o acesso, é caro, sua atuação é parcial em favor de homens agressores e contra mulheres”, afirma Phumzile Mlambo-Ngcuka, subsecretária-geral da ONU e diretora-executiva da ONU Mulheres. “Se mudar todos esses elementos tem um custo, o preço do imobilismo é inaceitável”, emenda.

Últimas de Brasil