Coluna Esplanada: O pacotão Temer-Maia- Eunício

Trio vai afinar agenda para o Congresso tocar uma série de mudanças na economia, além da reforma da Previdência

Por O Dia

Brasília - O trio mais poderoso do País terá reunião em breve para delinear o pacotão que Michel Temer quer levar ao Congresso para marcar os dois últimos anos de sua gestão. Ele e os presidentes eleitos da Câmara – Rodrigo Maia – e do Senado – Eunício Oliveira – vão afinar a agenda para o Congresso tocar uma série de mudanças na economia, além da reforma da Previdência.

Há três meses trabalha sigilosamente um grupo interministerial que esboça o modelo liberal de Temer: privatização das loterias, aeroportos, estradas e portos, e nova tentativa de uma reforma tributária. O pacote tem o mote de “Melhoria no ambiente de negócios” para alavancar o mercado e a economia.

Afinados

É por isso que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Eunício e Maia têm soltado frases de que a economia vai acelerar em breve: a atração de capitais estrangeiros.

Cinco metas

O Plano tem cinco pontos: Econômico, Gestão Pública, Infraestrutura, Brasil, 'Mundo e Social'; Cidadania. O saneamento deverá ter mais responsabilidade dos prefeitos.

Poliana

José Medeiros (PSD-MT), candidato avulso e sem apoio de nenhum partido, chegou a contabilizar mais de 30 votos na véspera da eleição para presidência do Senado.

Pressão cristã

Muitos católicos e evangélicos com linha direta têm telefonado ao gabinete de Michel Temer para agradecer a ‘possível’ nomeação de Ives Gandra Filho para o STF. OM presidente está surpreso com a quantidade de ligações. Nas redes sociais, a hashtag '#IvesNoSTF' tem dominado os comentários nas publicações sobre o tema.

Maré braba

Uma das lanchas de Paulo Roberto Costa, o delator-mor da Lava Jato, apodrece num depósito da Receita Federal, que encerrou sem lances dia 3 de outubro passado o leilão da Costa Azul de 45 pés. Top de linha, está avaliada em R$ 1.738.332,57 no lance mínimo. Mas o arrematador herda R$ 61.667,43 de dívida na marina do PortoBello.

Custo Brasil

Veja o custo Brasil até para quem viaja de férias pelas estradas federais e estaduais. Amigo da Coluna que saiu de Porto Seguro para Brasília teve de dar volta de 120 km a mais, por Itabuna, para fugir de estrada esburacada de 60 km entre Itororó e Itambé.

Inflacionou

É para valer o corte nos Correios. A estatal fechou agência que mantinha há anos no setor Sudoeste em Brasília. É que o aluguel saltou de R$ 8 mil para R$ 30 mil.

Mineirices

A filiação do senador Zezé Perrella ao PMDB surpreendeu o diretório mineiro, que sequer foi avisado. Tudo foi tratado ‘por cima’, com Temer e bancada federal.

$aúde...

Um exemplo dos planos caças-níqueis, o Saúde Quality não opera mais na zona da mata de Minas, deixando milhares de clientes na mão. A Agência Nacional de Saúde enquadrou. E soltou nota avisando que o plano é obrigado a atender enquanto está ‘em processo de saída do mercado’. Nenhuma outra empresa quis comprar a carteira.

Dois pesos

Apesar de tratorar o adversário, o novo presidente do Senado, Eunício Oliveira, já causa rachas. “Deveríamos preservar a instituição e evitar esse constrangimento”, diz Álvaro Dias (PV-PR) sobre Eunício ser citado na Lava Jato. “Nós não podemos paralisar o Senado por conta dessas investigações”, desconversa o vice Cássio Cunha (PSDB-PB).

Demagogia

É balela a boa intenção do Governo federal em ‘cercar’ as fronteiras do crime transacional contra a pirataria e contrabando. Nada será resolvido sem o envolvimento direto e bilateral do governo do Paraguai. E nenhum dos lados mostrou iniciativas.

Rota certa

Todos sabem que é do Paraguai que vem cigarro, drogas e armas em contrabando. E que o dono da fábrica que mais tem cigarros contrabandeados para cá é o...presidente do Paraguai, Horácio Cartes.

Tô novo!

Eunício Oliveira aplicou botox no rosto, mas para disfarçar deixou as ‘bolsas’ nos olhos.

Ponto Final

Desconfie da unanimidade no STF comemorando escolha do ministro Edson Fachin para relatoria da Lava Jato. Porque nem todos concordavam com Teori Zavascki, que ia bem.

Coluna de Leandro Mazzini

Últimas de Brasil