Delegado mata esposa juíza do trabalho e depois se suicida

Casal deixa um filha de 6 anos; parentes dizem que Cristian Lafredi estava em 'depressão profunda'

Por O Dia

O casal Cristian Lanfredi e Claudia Zerati. Homem%2C segundo familiares%2C estava em "depressão profunda"Reprodução/Facebook

São Paulo - Um delegado assassinou a mulher, juíza do Trabalho, a tiros em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo neste domingo, e se matou em seguida. A Polícia Militar foi ao local por volta das 6h, após denúncia de que havia um cadáver no apartamento do casal, em um condomínio de alto padrão.

O delegado Cristian Lafredi, de 42 anos, era funcionário da Assembleia Legislativa do Estado, mas estava afastado do trabalho. Ele e a magistrada Cláudia Zerati, de 46 anos, da 2ª Vara de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, eram pais de uma filha, ainda criança. Ainda são investigadas as causas do crime.

Um irmão do delegado disse que ele passava por "depressão profunda". "Ele estava sob tratamento médico e afastado do serviço desde o ano passado, depois que a mãe morreu", contou.

Um amigo da família, que pediu para não ser identificado, disse ter ficado "muito surpreso" com a notícia. "Eles tinham um ótimo relacionamento. Foi um baque saber disso. A família está toda traumatizada", comentou.

Outro familiar, que também pediu sigilo, destacou que a família está arrasada. "Estão muito abalados. A ficha não caiu ainda. Ele era depressivo." Nas redes sociais de Lanfredi, há muitas fotos da família em momentos felizes, abraçados ou em viagens.

Em seu site, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região lamentou a morte de Cláudia e comunicou que o expediente ficará suspenso no Fórum de Franco da Rocha nesta segunda-feira. 

Já a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra) também divulgaram nota falando em "indignação" e o crescente número de feminicídios no país. "Dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados no Brasil em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares (33,2% pelo parceiro). O machismo mata. E as campanhas publicitárias de ocasião não bastam para contê-lo", diz a nota.

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