Militantes sem orientação no PT

A direção petista tem convocado militantes para ir às ruas defender o governo e rebater propostas de impeachment da presidenta Dilma. Mas parlamentares dizem que o partido não tem orientado corretamente seus integrantes para fazer isso

Por O Dia

Militantes se uniram no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo%2C em comemoração aos 35 anos do PT%2C na terça-feira à noiteDivu

Além de Dilma Rousseff exigir que seus ministros e assessores defendam o governo, militantes do PT estão sendo convocados pela direção do partido para sair às ruas e responder às manifestações em favor de uma tentativa de impeachment da presidenta. Em ato em comemoração aos 35 anos do PT, anteontem à noite, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, militantes se mostraram dispostos a atender ao apelo. Mas, grande parte não tem ideia de como fazer isso. Na avaliação de parlamentares petistas, o partido não tem orientado seus quadros. Nem os próprios militantes receberam explicações sobre pontos positivos e negativos das medidas de ajuste divulgadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com cortes de gastos públicos e aumento de tributos.

Somente com restrições ao seguro-desemprego, seguro-defeso (para pescadores) e pensão por morte, os cortes chegam a R$ 18 bilhões. Os petistas não foram informados até quando trabalhadores serão privados desses direitos. Parlamentares do partido reclamam ainda pelo fato de Dilma não aparecer para falar sobre esses temas. Julgam ainda que a cota de erros cometidos pelo governo já se esgotou, depois das falhas na condução da negociação política no Congresso e na criticada nomeação de Aldemir Bendine para a presidência da Petrobras, ainda não digerida. Enquanto os militantes eram conclamados a defender o governo, no mesmo ato no Sindicato dos Engenheiros, sindicalistas petistas, como Adi dos Santos, presidente da CUT-SP, anunciavam a convocação de manifestações no dia 13 de março contra as restrições a direitos trabalhistas.

Os dois juntos

A Câmara Municipal de São Paulo aguarda uma resposta do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), ao convite para que ele compareça a uma sessão sobre a crise que já deixa muitos paulistanos sem água. A ideia é ouvir ele e o prefeito Fernando Haddad (PT) no mesmo dia.

Proteção a vítimas

A Secretaria de Justiça de São Paulo anunciou ontem o convênio com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos para programas estaduais. Um deles é de proteção a vítimas e testemunhas de crimes e o outro, para adolescentes ameaçados. O orçamento para ambos é de R$ 7 milhões.

Deputado debilitado

O deputado federal Sinval Malheiros (PV-SP), de Catanduva , está com dengue. Ele passou mal depois de participar de uma reunião no Ministério da Saúde para discutir a epidemia na cidade. Catanduva registrou mil casos este ano. Um ex-prefeito da cidade, Pedro Nechar, teve a doença e morreu.

Funcionários defendem a Petrobras

Em meio às denúncias de corrupção no comando da Petrobras, funcionários da empresa resolveram reagir e mostrar a cara. Eles estão divulgando fotos deles próprios com cartazes em defesa da estatal. “Sou melhor que isso. #soupetrobras” é o slogan usado, geralmente acompanhado de uma careta. “A ideia da careta é simbólica, quisemos mostrar que a gente não é a coisa feia que está sendo mostrada”, conta Priscila Norcia, da área internacional, há seis anos na petrolífera.

E dizem ter orgulho da empresa

Os funcionários afirmam que a mobilização é espontânea e não pretende defender nem atacar o governo. Muitos deles publicaram também a própria história na empresa. O objetivo, segundo os participantes, é mostrar que a Petrobras não é só de um governo e resgatar seu valor, concentrado em um corpo técnico “dedicado e qualificado”. As fotos estão sendo divulgadas nas redes sociais. “Para mostrar o nosso orgulho de participar da história da Petrobras”, diz Thelma Viegert.

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Com Leonardo Fuhrmann

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