Vocalista do Pavilhão 9, Rhossi solta a rima no primeiro CD solo

Em ‘#AHoraÉAgora’, o rapper paulista recorda sua trajetória de altos e baixos

Por O Dia

Rio - Rhossi, 40 anos, é um rapper infiltrado no rock nacional. Ou, quem sabe, um roqueiro com alma hip hop. “O skate foi a porta de abertura. Ouvia Ramones, Nirvana, Beastie Boys, Led Zeppelin, mas já curtia break”, recorda o vocalista do Pavilhão 9. Misturando rimas e som pesado em seu veterano grupo, larga o metal e cai dentro do rap em seu primeiro álbum solo, ‘#AHoraÉAgora’.

No disco, Rhossi recorda o passado no subúrbio paulistano em músicas como ‘Família’. Fala de relacionamentos em ‘Elas Querem, Eles Querem’ e adota um discurso de incentivo em raps como ‘Não Desista do Sonho’ e a faixa-título. “O rap é uma válvula de escape, né? Na minha vida foi assim. Ele é responsável por mudar a vida de muita gente, dar oportunidades”, recorda, anos após ter passado pelas adversidades que relata na faixa ‘Altos e Baixos’. 

“No Pavilhão 9, na época do disco ‘Se Deus Vier, Que Venha Armado’ (1999), tivemos problemas. A banda estava desmotivada, chegamos a pensar em desistir e procurar empregos”, conta Rhossi. “Lançar a carreira solo também é complicado. Tem fã que quer que o trabalho novo seja igual ao antigo, rolam cobranças. Mas tive mais altos que baixos.”

Rhossi%3A rap no disco novo%2C com influências de punk e heavy metalDivulgação

Além do rap-metal de discos como ‘Cadeia Nacional’ (1997), o Pavilhão se tornou célebre pela máscara de hóquei (substituída depois por uma touca ninja) usada por Rhossi no palco. “Era uma brincadeira, mas provocou tanto que decidimos adotar”, lembra o rapper, que parou de usar máscara ao abrir a noite do heavy metal no Rock in Rio 3, em 2001, com o Pavilhão. “Quando os black blocs apareceram nas manifestações, teve gente que falou ‘olha o Pavilhão 9 ali!’”, brinca. “Mas acho que violência e depredação de patrimônio público não levam a nada.”

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