Elba Ramalho — Senhora do Destino

Cantora comemora 35 anos de carreira com novo show e gravação de disco, e diz que quer ganhar um neto

Por O Dia

Elba Ramalho comemora 35 anos de carreiraDivulgação

Rio - Elba Ramalho sabe mais sobre si própria após 35 anos de carreira — sem falar nos 63 de idade, que não aparenta. “Sou uma pessoa leve e tento encarar tudo com serenidade”, conta a cantora, comemorando as três décadas e meia de música com a turnê ‘Cordas, Gonzaga e Afins’, que chega ao Theatro Net Rio amanhã e quarta. “Viver superficialmente é que envelhece. O que vale é o terço que rezo todos os dias e que me traz mais do que sucesso e fama.”

Com energia e corpo de garotinha, Elba nem se lembrava de que a capa que fez para a ‘Playboy’ está completando 25 anos. “Jura? Sério? Boa hora para todo mundo esquecer dessa capa”, brinca. Em 1989, quando saiu a revista, a cantora tinha 37 anos, e, numa época em que mulheres perto dos 40 ainda eram consideradas jovens senhoras, impressionou. Só não faria de novo.

“Meus valores são totalmente diferentes hoje. Quando eu fiz essa capa, muitas atrizes e cantoras faziam ‘Playboy’. Não acontecia isso de uma periguete qualquer aparecer na revista”, conta. “Era como um trabalho artístico. Achei a grana muito boa. Mas meus valores mudaram. Hoje não faço nem topless mais.”

Elba caminha na praia e faz musculação. “Muita gente me diz coisas como: ‘Minha mãe tem 58 anos e está longe de ter o seu corpo!’ Mas acho que minha genética é boa. Eu como e tomo café da manhã do mesmo jeito que todo mundo”, diz.. Ela ainda faz trabalhos de voluntariado, aconselhando mães a não abortarem. “Me considero meio avó dos filhos delas. Já são mais de 150 crianças nascidas”, diz a cantora, que não tem netos. “Ninguém quer me dar um”, brinca. “O Luã (Mattar, seu filho mais velho) ainda não teve filhos. Conto com a Maria Clara (uma de suas três filhas), mas ela só tem 12 anos, né?”

E o show? ‘Cordas, Gonzaga e Afins’ traz Elba homenageando Luiz Gonzaga (e pupilos do Rei do Baião, como Gilberto Gil) ao lado de um time de músicos que inclui o grupo instrumental SaGrama e o quarteto de cordas Encore, além de textos do dramaturgo Newton Moreno. “É um espetáculo bem pernambucano. Quanto mais regional, mais universal. E sou uma ‘paraibucana’, vim da Paraíba mas amo Pernambuco.”

O espetáculo vira DVD justamente no Recife, em 23 de setembro. Elba programa para até o fim do ano o seu novo disco, com Yuri Queiroga e o filho Luã na produção. “Gravei Chico Science, Edson Gomes (reggaeman baiano), inéditas de Dominguinhos. Tá bem moderno!”, conta.

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