'Quero Matar meu Chefe 2': Uma sequência que não empolga

Comédia não tem coerência e exagera nas piadas sobre estupidez do trio que protagoniza o longa

Por O Dia

Rio - Ao assistir a comédia ‘Quero Matar meu Chefe 2’ você pode até rir, mas é provável que se canse rápido da idiotice dos personagens protagonistas. Falta coerência entre este filme, com uma ingenuidade que se aproxima do ridículo, e o primeiro da sequência, lançado em 2009.

O embrião do longa inicial gira em torno de situações causadas pelo chefe vilão. Já no segundo longa, dirigido por Sean Anders (‘Debi & Lóide 2’ e ‘Família do Barulho’), Nick (Jason Bateman), Dale (Charlie Day) e Kurt (Jason Sudeikis) decidem formar sociedade e se tornarem seus próprios patrões.

Charlie Day%2C Jason Bateman%2C Jason Sudeikis e Chris Pine em cena do longa ‘Quero Matar meu Chefe 2’Divulgação

Ao lançar o ‘Shower Buddy’, uma espécie de chuveiro inteligente, o grupo de amigos cai no conto do vigário de um empresário desonesto (Christoph Waltz). O resultado é uma dívida de US$ 500 mil e um desespero em conjunto. A solução apresentada não é menos complicada do que a situação em que se encontram: sequestrar o filho do homem que os enganou (Chris Pine) e usar o dinheiro do resgate para pagar o que devem.

Aliás, é Pine quem rouba a cena e torna menos monótonas algumas sequências. É dele a melhor atuação do filme, em que encarna um anti-herói arrogante e completamente desequilibrado.

Infelizmente, toda a parte da história dedicada aos protagonistas ultrapassa os limites da caricatura, tornando as piadas banais e até grosseiras. Uma escolha de roteiro equivocada, que faz com que a comédia não empolgue.

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