'Todo homem é carnívoro', diz Latino

Cantor reconhece que é difícil ser fiel, lembra da época que morou com três mulheres e fala de sua relação com Rayanne

Por O Dia

Rio - Quer sofrência? Esqueça Pablo, o rei do arrocha, e fale com Latino. O ex-funkeiro abraçou o som lacrimejante da bachata (um irmão do bolero, vindo da República Dominicana) em seu novo disco, ‘Soy Latino’. E apesar de ter composto faixas como ‘Sala Vip’, ‘Panelinha de Pressão’ e ‘Uivando Que Nem Cachorro’ baseadas numa leva de mais de cem histórias trágicas e amorosas que recebeu dos fãs (“disse no meu site que oferecia R$ 200 pela mais caliente”, brinca), o cantor de ‘Me Leva’ poderia dar aulas sobre o assunto.

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“Errei e vou errar muito ainda nos meus relacionamentos. Graças aos erros é que evoluí musicalmente. Uma coisa ajuda a outra, me separo e acabo compondo”, conta. Mesmo com as histórias dos fãs, ele revela que ‘Congela-Mor’ é autobiográfica, e fala da época em que terminou seu casamento com Kelly Key. “Cara, quando me separei dela, me enfiei no freezer porque não queria ficar sofrendo. Queria me congelar. Só que não vi que o freezer fechava pelo lado de fora e fiquei preso, gritando por 20 minutos até me salvarem. Fiz a música lá atras e pensei: ‘Vou deixar essa porra passar para gravar’. Como já estou resolvido com isso...”

‘Felina’ também é autobiográfica, e fala de uma menina que se fazia de santa e iludia Latino e mais outro homem. Já entre os temas sofridos que chegaram via e-mail estão o do rapaz que se apaixona por uma mulher sensual no aeroporto sem nem desconfiar que é uma filha de seu próprio pai, fora do casamento (‘Sala Vip’), a do marido que vê sua vida sexual acabar porque sua mulher se tornou evangélica (‘Julgo Desigual’) e um relacionamento que termina com o namorado uivando pelas ruas (‘Uivando Que Nem Cachorro’).

O interesse de Latino por esse tipo de som é anterior ao funk. “Quem conhece minha história, sabe que lá atrás eu fui dançarino de lambada. Morei ilegal em Nova York e curtia salsa, merengue... Sou viciado nisso”. E ele acredita que a bachata vem com tudo no verão. “Nomes como Romeu Santos e Prince Royce estão bombados lá fora, são número 1 no mundo todo. A bachata é um negócio de doido, uma mistura de r&b com bolero que vai encaixar muito bem no Brasil. Aqui, quem faz esse tipo de sofrência põe sanfona e acaba fazendo forró, mas com o agarradinho da bachata. Bachata não tem sanfona”, ensina.

Ele precisou adaptar algumas coisas no estilo para seu disco. “Lá fora, muitas dessas músicas têm 7, 8 minutos. É como aquelas novelas de rádio que existiam antigamente, só que com música. Se fizer canções grandes assim, nem toco no rádio”, diz, lúcido em relação ao mercado de hoje. “Meu disco acaba de sair com 4 mil cópias. É pouco, só que CD não vende mais. O Lucas Lucco, com todo o sucesso que faz, vende 20 mil cópias. Mas compensaremos no digital.”

Fugindo da bachata, ‘Soy Latino’ ainda tem ‘Slave 4 U’, parceria com o DJ Mister Jam e Ian Duarte, cantada em inglês — e que aproveita o refrão (“lerê, lerê”) de ‘Retirantes’, tema da antiga novela ‘Escrava Isaura’. Por causa disso, assinam também a canção Dorival Caymmi (autor da música) e Jorge Amado (da letra). “Os herdeiros deles liberaram na boa! Queria muito usar esse ‘lerê-lerê’ porque a música fala de um cara que está apaixonado e não se incomoda de ser escravo de uma mulher”, conta Latino, no momento solteiro e focado no trabalho, e realmente separado da modelo Rayanne Morais, participante da última edição do reality show ‘A Fazenda’. “A gente tentou uma reaproximação, mas não se entende. Ela agora tá contratada pela Record, vai fazer novela, e eu também tô ocupado.”

Relação a três

Latino andou dizendo em entrevistas que namorou duas mulheres ao mesmo tempo. Sério isso, Latino? “Cara, na verdade foram, três. E eu queria casar com elas!”, espanta o cantor, que namorava as três mulheres e deu a ideia de morar todo mundo sob o mesmo teto para evitar ciúmes. “Elas sabiam uma da outra, meio que trabalhavam para mim. Cada semana uma delas viajava comigo. Nos primeiros seis meses foi legal, foi o paraíso, mas depois começaram as brigas. Quando conheci a Rayanne, ela primeiro era minha amiga e me ajudou a superar esse relacionamento com elas. Ela até me admirou por falar das três para ela, dizer que não queria fazer nada escondido. Foi legal de experimentar, a coisa mais louca, mas não aconselharia isso para ninguém”. O cantor reitera: homem fiel não existe. “Ele pode estar fiel, vai depender muito do que o mundo oferecer para ele. Mas ser fiel, não dá. Em mais de 40 anos, nunca conheci nenhum homem fiel. Acredito na fidelidade feminina. Quando a mulher ama, é fiel. O homem é muito carnívoro”, brinca.

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