Taís Araújo emplaca nova temporada de 'Mister Brau' e fala sobre racismo

'Eu me sinto realizada, mas o momento do Brasil não é fácil e as pessoas precisam ser fortes', avaliou a atriz

Por O Dia

Taís Araújo emplaca nova temporada de ‘Mister Brau’ e comenta caso de racismo sofrido por elaDivulgação/ / TV Globo

Rio - Na segunda temporada de ‘Mister Brau’, que estreia 12 de abril na Globo, Michele (Taís Araújo) vai estar poderosa e soltar a voz no palco. Na vida real, Taís também demonstrou recentemente sua força e soltou o verbo ao ir à delegacia denunciar o ato de racismo que sofreu na internet, assim como aconteceu com a jornalista Maria Júlia Coutinho, ambas atacadas por insultos e ameaças de uma quadrilha que foi presa na semana passada.

“Odiei estar numa delegacia. Não é confortável, é chato e constrangedor, mas é o caminho para defendermos nossos direitos. É bom eu saber que meus direitos são respeitados. Isso dá um sopro de esperança num mundo que está tão difícil como o nosso”, acredita Taís. “O legal é aceitar e gostar das diferenças. O que é muito igual não tem graça”, acrescenta.

À parte o triste episódio de racismo, a atriz está feliz da vida. E não é para menos. Seja no trabalho, na família ou no casamento com o também ator Lázaro Ramos tudo está dando certo para a mãe de João Vicente, de 3 anos, e Maria Antônia, de 2 meses. “Eu me sinto realizada, mas o momento do Brasil não é fácil e as pessoas precisam ser fortes. Tenho autoestima.Mas enfrentar esse país não é mole”, admite.

A moça, que fala rápido, ri muito e se sente à vontade em qualquer situação, parece se divertir em todas as circunstâncias. Uma tagarela que, graças ao talento e perseverança, é hoje um dos ícones do elenco da Globo. Tanto é verdade que o seriado ‘Mister Brau’, previsto inicialmente para ir ao ar somente ano passado, emplaca a segunda temporada.

Taís e Lázaro Ramos estão juntos no seriado e no teatro%2C em São PauloDivulgação/ TV Globo

Sua personagem Michele começa o ano cantando de tranças e exibindo o corpo escultural, em um vestido prata, num bar em Nova York. “Ela vive a carreira internacional, mas com saudade do povão que é a cara dela. Ela canta Lenine, Lulu Santos num clima ‘Blue Note’ (famoso bar de jazz americano). Mas o negócio dela é a bagunça”, lembra Taís. A atriz garante que é afinada e que canta para os filhos, mas nem sempre é aprovada. “O João, às vezes, diz para eu ficar quieta, calar a boca”, diverte-se.

Afinada ou não, ela já foi comparada a Beyoncé, no jornal britânico ‘The Guardian’. “Levei numa boa. É legal, mas no fundo aquilo foi uma crítica ao Brasil”, comenta. Pode até ser, mas por aqui ela, junto com o marido, reconhece que é tratada como grande celebridade. “Pedem para gente tirar fotos e parar como se fôssemos pop star mesmo. Aliás, eu adoro e estou curtindo muito brincar de pop star”, diz Taís, remetendo à personalidade de sua personagem na série. “A Michela é alegre, e adora viver, como eu”, admite.

Michele (Taís Araujo) fará carreira internacional em um clube em Nova YorkDivulgação/ TV Globo/ João Miguel Júnior

E o casal levou essa brincadeira de pop star mais a sério mesmo, quando gravou um dos episódios do programa em pleno Carnaval baiano. “Na história, a Ivete Sangalo estava doente, não foi cantar. Subimos no trio elétrico dela. Foi um barato. O Lázaro curtiu e cantou com o espírito de Tim Maia e Jorge Ben Jor. Atrapalhamos o Carnaval”, diz. A folia em Salvador vai ser um dos 17 episódios temáticos da nova temporada, quatro a mais que em 2015.

Mãe dedicada

Taís é uma mãe dedicada. A atriz revela que foi dura com o primeiro filho, mas que relaxou mais com o segundo. “Todas as pessoas deviam ter um segundo filho, pois a gente é muito dura com o primeiro. Acho que depositamos tudo num filho só. Um segundo filho dá uma equilibrada. Agora com a Maria, tenho de desaprender tudo”, diverte-se.

Taís é uma mãe dedicadaDivulgação/ TV Globo

Mesmo assim, ela se ressente de não estar mais com os filhos. “A gente grava o ‘Brau’ de segunda a sexta, viaja para São Paulo para fazer a peça ‘O Topo da Montanha’ e de 15 em 15 dias, as crianças vêm com a gente. É um sufoco, mas é a vida que escolhi. Eles são tudo pra mim e o tempo livre estou com eles”, diz. E foi numa dessas apresentações em São Paulo que o pequeno João surpreendeu. “Ele fugiu dos camarins e subiu no palco. Antes que eu tivesse tempo de fazer qualquer coisa, ele se curvou para ser aplaudido. Achei tão fofo. Me desarmou”, conta a mãe coruja.

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