Rick Bonadio lança autobiografia e diz que público quer músicas impactantes

Produtor do 'X-Factor' lança ‘Rick Bonadio — 30 Anos de Música’

Por O Dia

Rio - Jurado bastante didático e objetivo do ‘X-Factor’ (batalha musical da Band, segundas e quartas, às 22h30), o produtor Rick Bonadio viveu uma verdadeira “sessão de terapia” ao lembrar da morte dos Mamonas Assassinas, em 1996. O relacionamento com a banda paulista, descoberta, produzida e empresariada por ele, ocupa algumas páginas de ‘Rick Bonadio — 30 Anos de Música’, biografia escrita com a ajuda do jornalista Luiz César Pimentel (Ed. Seoman, 162 págs, R$ 34,90).

Rick em seu estúdio%3A de lá saíram também artistas como Charlie Brown Jr.%2C Tihuana%2C Rouge e NX ZeroDivulgação

“Foram dois momentos tristes que eu citei no livro: a morte deles e a do meu pai. Falar de novo para o livro foi a chance de eu amadurecer tudo ainda mais”, conta. Rick quase embarcou no último voo dos Mamonas, mas teve outros compromissos. “Acredito que hoje a banda não existiria mais e se dividiria em vários talentos, fazendo coisas diferentes. O Dinho (vocalista) era um grande comunicador”.

Lançador de bandas como Fresno, NX Zero, Charlie Brown Jr., Tijuana e Rouge (hoje trabalha no disco do humorista Marco Luque), Rick fala no livro sobre a crise que aconteceu no mercado do pop-rock após as quedas das vendas de CDs. Comparando com os anos 1970, que ele viveu na infância (Rick tem 47 anos), são dois universos diferentes. “Na minha época, a diversão era jogar bola e ouvir música. Se você resolvesse comprar um disco, você mal tinha shopping!”, brinca ele, que aprendeu a tocar piano e bateria por influência de um tio roqueiro, e se tornou fã do estilo. “Mas hoje o rock perdeu espaço para outros estilos rebeldes, como o hip hop”.

Alguma receita de sucesso para os dias de hoje? “As pessoas querem coisas contundentes, não coisas amenas. Tem que ter um posicionamento forte, uma letra que mexa, um ritmo. As músicas românticas dos anos 1990 não estão mais em alta. Trabalho para tirar coisas impactantes dos meus artistas”, conta Rick, que prefere quando o artista chega “sem pose” ao estúdio. “E hoje tem mais gente com pose, por causa da internet. Essas blogueiras aí tiram foto com bunda de fora, chegam cheais de pose e ainda acham que vão cantar”. 

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