Em ‘O Vendedor de Sonhos’, homem desiste de suicídio para ajudar outras pessoas

'Todos merecem uma segunda chance', diz o diretor do filme, Jayme Monjardim

Por O Dia

Dan Stulbach na cena da tentativa de suicídioDivulgação

Rio - E se a vida lhe oferecesse uma segunda chance? Uma oportunidade de consertar um erro que lhe aflige, ou de perdoar alguém que lhe magoou ou de recomeçar. O filme ‘O Vendedor de Sonhos’, que estreou ontem nos cinemas, fala exatamente disso. Diante do parapeito de um arranhacéu, o renomado psicólogo Júlio César (Dan Stulbach) tenta cometer suicídio. Mas surge um mendigo maltrapilho e intrigante, conhecido como Mestre (César Troncoso), que lhe convence do contrário.

“É um filme que vem num momento muito importante. O país está muito triste. As pessoas estão desacreditadas. É um filme de mensagem. Faz as pessoas refletirem sobre suas vidas. Vem num momento apropriado”, defende o diretor Jayme Monjardim. Todos merecem uma segunda chance? “Todos, sem exceção. Até uma  terceira. Quando se tem fé, tem que brigar com todas as oportunidades”, completa.

Baseado na obra homônima de Augusto Cury, o longa é uma história de autoestima e valorização do ser humano. Na trama, Júlio César e Mestre se juntam e, ao lado de outros seguidores, iniciam uma jornada que leva esclarecimento, ajuda e esperança a quem precisa. “Sou um sonhador. Quem não for sonhador não consegue viver. Acho que vai fazer diferença nesse fim de ano. Talvez a gente inaugure um gênero, para refletir mais, um cinema de mensagem”, torce Monjardim.

Para o diretor, o filme reforça a ideia de que a beleza está nas situações simples, que não são notadas no dia a dia. “Antes, o que  era importante na minha vida era trabalho, trabalho e trabalho. Hoje é familia. A arte consome muito e, às vezes, damos mais atenção aos personagens do que à vida real”, confessa. “O tempo me fez uma pessoa melhor”, completa.

O filme foi rodado em cinco semanas entre Rio de Janeiro e São Paulo. Mas o diretor não conhecia a obra de Cury. “Nessa convivência com ele, percebi que tem razão em muitas coisas, como o fato que a quantidade de informação que uma criança recebe hoje pode causar ansiedade, distúrbios. Me ajudou a enxergar muitas coisas”, diz.

Troncoso e Dan Stulbach com o diretor Jayme MonjardimDivulgação

Escalado para dirigir ‘Amor e Morte’, próxima novela das 18h da Globo, baseada no livro de Rubens Fonseca, Monjardim conta que gosta de fazer tanto TV quanto cinema. “Sou um contador de histórias”, frisa.

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