Débora Falabella acha que sua personagem, Irene, é capaz de matar

Atriz está no elenco de 'A Força do Querer' e acredita que existe muita gente com a psicopatia de sua personagem

Por O Dia

Rio - Ela não tem familiares e ninguém sabe de onde veio. Em ‘A Força do Querer’, novela da Globo, Irene Steiner (Débora Falabella) tem um passado tão misterioso quanto as suas reais intenções com Eugênio (Dan Stulbach). Mas, aos poucos, a autora Gloria Perez dá pistas sobre o perfil obsessivo da personagem, como o seu nome verdadeiro — Solange Lima — e a informação de que o ex-marido dela foi assassinado. “Não me surpreenderia (se ela é capaz de matar). Acho que pode. A gente vai aberto a tudo”, entrega Débora Falabella.

Débora Falabella é a Irene em 'A Força do Querer'Divulgação

“Tem muita gente falando que tem muita gente assim. Às vezes, fica obcecada por uma pessoa. Às vezes, tem essa psicopatia, pessoas que cismam com as outras, têm obsessão por outra, e que perseguem a vida inteira. Acho que a Irene já fez isso antes e acredito que existem pessoas assim”, completa a atriz.

Quando perguntada se já teve alguma experiência parecida, Débora é categórica. “Não tive, graças a Deus. Tenho poucos e bons amigos. No caso da Irene, é mais perigoso e seria algo que me daria medo. Algo perto de uma obsessão”, afirma.

PAIXÃO OU OBSESSÃO
Por amor, vale se aproximar de um homem casado? “Não julgo o querer, apesar de achar que não é uma paixao, é uma obsessão. É algo que ela faz por uma satisfação própria, apesar de poder ser paixão, não é amor. Ela quer aquele homem, não respeita o que é o básico para mim, o olhar para o outro, o próximo”, frisa Débora, que é casada há cinco anos com o também ator Murilo Benício. “Ninguém quer esse tipo de mulher perto do marido”, destaca.

Mãe de Nina, de 8 anos — fruto do relacionamento com o ex, o músico Eduardo Hypolitho —, Débora é bem discreta quando o assunto é vida pessoal. “Sou mãezona. Os personagens são para fora, e minha vida pessoal é simples, como a de todo mundo, e preservada. Aprendi a cozinhar um pouco com a Nina de ‘Avenida Brasil’, que era cozinheira (risos). O que aprendi é o que uso em casa”, revela.

MARCANTE
Em sua primeira novela depois do sucesso de ‘Avenida Brasil’, em 2012, a atriz conta que esse tempo de cinco anos foi importante, já que a trama de João Emanuel Carneiro foi muito marcante. “Para mim, foi muito interessante pegar uma personagem tão diferente que foi a Ray, de ‘Dupla Identidade’, e depois a Verônica (de ‘Nada Será Como Antes’), que contava a história da televisão e foi uma série que adorei fazer. Fora isso, fiz cinema e sempre minha companhia de teatro”, justifica.

Na história de Gloria Perez, Irene tem uma obsessão doentia por Eugênio, que é casado com a socialite Joyce (Maria Fernanda Cândido). Percebendo que ele está a evitando, Irene se aproxima da mulher de sua “presa”. Elas ficam amigas da academia e, quando a madame convida a arquiteta para jantar, Irene provoca uma saia-justa para o advogado. A partir de amanhã, assim que ele chega em casa, dá de cara com a mulher ao lado da arquiteta. Eugênio desconversa e vai para o quarto. As duas ficam tricotando e, quando ele retorna para a sala de jantar, Irene “desabafa” para a “amiga” sobre um caso que ela tem.

“Nos conhecemos faz muito pouco tempo... Mas sabe aquela pessoa que você não encontra? Reencontra? Pois é! Entendo tanto ele, ele me entende tanto! Identificação mesmo. De alma! Total! Mas  ele me  quer como amiga.  Tenho que respeitar esse limite, não é? Fazer o quê? É um homem que eu amaria!”, diz ela olhando para Eugênio, que engole seco.

Mas não é só Eugênio quem está na mira de Irene. Silvana (Lilia Cabral) é outra que sofrerá com a desconfiança da colega de profissão. É porque Irene acredita que Silvana está convencendo Eugênio a se afastar dela. Por isso, a manipuladora atacará o ponto fraco de Silvana.

Enquanto a mulher de Eurico (Humberto Martins) esconde dele que ainda joga carta por dinheiro, Irene usará um telefone desconhecido e mandará uma foto de Silvana entrando em um prédio — local onde os jogadores se encontram — para o empresário. E avisará que a mulher vai a esse endereço toda quarta-feira. Eurico fica desconfiado e pressiona a mulher, que desconversa e fala que é golpe. Ele não acredita. Mais tarde, Silvana vai até a casa de Irene e a coloca contra a parede.

“Eu não entendo sua falta de caráter! Não vou entender, nem aceitar nunca, gente de duas caras”, acusa Silvana. E Irene ironiza: “E quantas você acha que tem? Faço o mesmo para chegar aonde eu quero. Do mesmo jeito que você também faz! Ninguém sustenta a vida dupla que você sustenta com uma cara só! Se eu preciso de duas, você precisa no mínimo de quatro”, ironiza Irene sobre Silvana esconder o vício em jogo.

FALA NA CARA
Débora acha interessante que sua personagem não mede as palavras. “Ela é vilã e fala verdades para Silvana”, enfatiza. “O que acho uma delícia é também descobrir junto com o público, porque a Gloria (autora) vai escrevendo e vou descobrindo o que ela vai fazer e não sei até onde ela vai. Nunca tinha feito personagens sem moral. Ela é uma vilã, politicamente incorreta, e estou achando uma delícia”, completa. 

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