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Marcos Mion estreia reality show 'A Casa'

Participantes de ‘A Casa’ se limpam com roupa íntima e escolhem se compram suprimentos ou economizam prêmio

Por luana.benedito

Marcos MionDivulgação

Rio - Cem pessoas vivendo em uma casa de 120 m² — que serve confortavelmente para até quatro habitantes —, dividindo dois banheiros, dois papeis higiênicos, comida para quatro, quatro camas, quatro toalhas e quatro cobertores. Com o objetivo de testar limites psicológicos, físicos e de convivência dos seus confinados, estreia hoje às 22h30, ‘A Casa’, o novo reality da Record, cujo conceito foi licenciado com a empresa holandesa Fremantle.

“Em realities como o ‘Big Brother’, da Globo, e ‘A Fazenda’, da Record, os confinados se dividem em dois grupos. Na ‘A Casa’ é mais gente, vemos vários grupos formados”, explica Marcos Mion, apresentador da atração, que paga R$ 1 milhão ao finalista. “É um reality de sobrevivência que, em vez de ser na selva, é em uma casa”, acrescenta Rodrigo Carelli, diretor geral do programa.

PRÊMIO É USADO NO JOGO

Mas ao contrário dos demais realities, o prêmio estará disponível na casa logo no começo do jogo. Cabe aos participantes a missão de escolher a cada semana um representante, conhecido como “o dono da casa”. “Assim que eles entram no programa, já têm de eleger um dono. Este dono é o único que pode mexer na grana e é o responsável pelas compras”, explica Mion. Ou seja, se o dinheiro for todo gasto, o vencedor sai de mãos vazias. Se a grana for economizada, faltarão a comida e outros itens básicos.

VANTAGENS DO DONO

Além disso, o uso do dinheiro pode ser feito com o consentimento dos colegas ou de forma arbitrária pelo “dono”. Outra vantagem em ser o todo poderoso da casa é o fato de ter direito a uma suíte privativa com todo o conforto e o privilégio de comprar algo só para ele ou para seus protegidos.

“Tem gente de todas as idades, credos e raças. Tem até um hare krishna. Tem gente jovem, que foi só para aparecer, para a festa, e que, claro, também está jogando, mas tem gente que está lá por causas nobres, por causa da família, que com a grana do programa vai mudar de vida, vai ajudar a família e que seria capaz de passar pelo dobro (do perrengue do reality show). Junta esses dois grupos, e essa mistura vira uma coisa surpreendente”, conta o apresentador.

MAIS DETALHES

O programa, que será exibido às terças e quintas-feiras, ainda terá 15 câmeras robóticas espalhadas pela casa e também câmeras portáteis que ficarão visíveis para quem assiste pela TV. O jardim da casa terá uma faixa delimitando até onde os participantes podem ir. Quem ultrapassar é automaticamente eliminado. Ainda segundo as regras, é também expulso que agrede um confinado.

SUPRIMENTOS PARA QUATRO

Diariamente serão enviados suprimentos para a casa suficientes para quatro pessoas. Com os recursos escassos, os participantes podem, como acontece fora do Brasil, surpreender nas atitudes, escondendo papel higiênico dos rivais ou engolindo comida para não dividir. Ou enxugando o rosto com roupa íntima. “Eles só percebem a pressão e a loucura, depois de um tempo. Os participantes não têm uma referência, porque é a primeira edição de ‘A Casa’ no Brasil. Estão lá descobrindo tudo. Na segunda edição do reality, pode ser que eles entrem mais espertos”, frisa.

Marcos Mion Divulgação

PORTAS ABERTAS

Um dos diferenciais do ‘A Casa’ é que as portas ficam abertas. Os confinados podem desistir do programa (e consequentemente do prêmio) a qualquer momento. Mas não há chance de arrependimento. O público só votará na final — que acontecerá, ao vivo, em setembro.

A atração ainda terá uma “pegadinha” para os integrantes, já que o apresentador poderá oferecer objetos de desejo aos moradores para simplesmente provocá-los. Se eles caírem em tentação, estão eliminados. Durante o período de “confinamento”, os participantes passarão por várias tarefas para conquistar benefícios como limpeza de banheiro, comida e festas, entre outros.

“É um projeto fascinante”, derrete-se Mion. “Levo humor e leveza, pois a pressão é grande. Além disso, o bacana é que eu interajo com os participantes. Não apareço por meio de um telão. Eu os ouço. Mas não tomo partido. Sabe aquele pai que, quando chega em casa, e tem de ouvir dois filhos que brigaram? Então, é mais ou menos o que acontece quando eu entro na casa para falar com eles”, salienta.

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