Rainha das embaixadinhas, Milene Domingues se supera no 'Dancing Brasil'

A mãe de Ronald Nazário chega à semifinal da competição comandada por Xuxa depois de já ter ido várias vezes para a zona de risco

Por O Dia

São Paulo - Na década de 1990, Milene Domingues encantou o mundo ao fazer embaixadinhas. Os pés dela, que antes estavam acostumados a chutar a bola no gol, agora deixaram as chuteiras e subiram no salto. Participante do 'Dancing Brasil', a mãe de Ronald Nazário, filho de Ronaldo "Fenômeno", chega à semifinal da competição comandada por Xuxa, nesta segunda-feira, depois de já ter ido várias vezes para a zona de risco.

"Eu joguei futebol a vida toda e, até hoje, quando entro em campo, sinto um friozinho na barriga. Isso que é algo que eu já estou acostumada. No 'Dancing', ainda tem de decorar a coreografia e ficar em cima do salto", diz ela, sem esconder a timidez.

Milene Domingues e o bailarino Rafael Machado no 'Dancing Brasil'Divulgação

Para quem acha que ser atleta ajuda na dança, Milene avisa que é só uma impressão. "Pode até ajudar quanto a forma física, mas é completamente diferente. Na dança, você precisa dividir muito o seu corpo. Eu não sabia que dava para mexer o quadril sem mexer o bumbum, por exemplo", explica.

Com pouca flexibilidade - Milene não faz academia -, a mãe de Ronald morre de medo de se lesionar, não gosta de giros e tem certeza de que não nasceu para interpretar personagens. "Já fiz duas operações no joelho, não sei fazer caras e bocas e sou dura pra caramba. Meu desafio é me divertir nesse programa", diz.

Enquanto tenta provar que os pés mágicos das embaixadinhas também são mágicos no baile, a ex-jogadora de futebol vive a rotina corrida entre os ensaios do 'Dancing' e as noites badaladas. Aos 38 anos, Milene afirma que nunca gostou de curtir a noitada, mas agora é "obrigada" a acompanhar o filho, Ronald, que é DJ, nas festas.

"Ele já faz uns trabalhinhos, não tem carteira assinada, pois ainda é um jovem aprendiz. E por causa da idade, eu tenho de levar ele na balada para poder tocar. Fico cansada, nunca fui da noite, mas o que uma mãe não faz pelo filho, né?", conta, orgulhosa.

Com os pés no chão, Milene acha que vai ser difícil vencer o programa, mas já aproveita para exaltar a experiência. "É incrível, um verdadeiro espetáculo. Quando acabar, a gente vai sentir muita falta porque ninguém dança triste."

Mãe coruja

Ronald nasceu na Itália, em 2000 e, três anos depois, quando seus pais se divorciaram, continuou morando fora do país. "Eu não quis voltar para o Brasil porque eu queria que meu filho crescesse próximo do pai, não queria que eles se vissem a cada seis meses. Jogador não tem tempo", explica Milene.

Lá fora, segundo ela, Ronald sabia da importância de seu pai para o futebol, mas nem tinha ideia do quanto seria assediado quando viesse morar no Brasil. "Até os 10 anos, ele não convivia com essa questão da fama. Para ele, vir morar no Brasil foi um choque. Ele deixou de ser o Ronald para ser o filho do Ronaldo e isso mexeu com a cabeça dele", conta a ex-jogadora.

O período de adaptação, de acordo com Milene, foi difícil. Até hoje, a mãe coruja diz que precisa dar uma "segurada" na imprensa. Ronald, inclusive, já aprendeu a se impor. "Quando falam: 'Olha o filho do Ronaldo', ele não gosta, olha para a pessoa e corrige: 'Olha o Ronald'", revela.

**Bárbara Saryne para Diário de S.Paulo/Agência O DIA

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