Pelas Ruas: Vai caber?

Festa só mostrou que organizadores de blocos, poder público e foliões vêm amadurecendo

Por O Dia

Rio - O Carnaval de rua do Rio bateu um bolão! Nada tirou o brilho da festa, que só mostrou que organizadores de blocos, poder público e foliões vêm amadurecendo. Claro que ainda há ajustes. E situações que exigem soluções de extrema complexidade. É o caso dos banheiros. Os contêineres são a melhor solução adotada pela prefeitura, que pode expandir o modelo. Mas é preciso um esforço de bares e restaurantes nessa difícil equação. Vi bares que cobravam R$ 20. É justo que cobrem, mas assim é surreal. E lembrem-se: há uma lei que garante a todo cidadão o uso de banheiros nos estabelecimentos comerciais.

Barangal tirando onda

Irreverência! Essa é a palavra de ordem do Condomínio Habitacional Barangal, que desfila no domingo, às 10h, em Ipanema. A camiseta de 2015, da arquiteta Maria Fernanda Cebrian, foi inspirada em foto de Djalma JR, um dos fundadores do bloco, ‘surfando’ sobre cadeira no Rio Alter do Chão, no Pará, onde ele nascei. O bloco escolhe sua camiseta em concurso aberto no Posto 9. Pode concorrer quem chega com uma ideia e a apresenta no local. A votação, secreta, é feita em uma urna instalada na Barraca do Joel.

Carnablack

Quem andou pelo Centro no sábado, dia do desfile do Cordão da Bola Preta, se deparou na Rua 13 de Maio, com o Carnablack, uma festa de charme que já está na 10ª edição. Sob o comando dos DJs Lincoln e Julio, foi uma rave para quem gosta de dançar o gênero, com 12h de boa música. Volta em 2016.

Para fechar o Carnaval! 

O Monobloco vai incluir no repertório deste ano ‘Rio, rindo à toa’, Pedro Luís em homenagem aos 450 anos da cidade. A música tem versos como ‘É um xodó da Mãe Natureza/Que te deu tanta beleza/Deu montanha, céu e mar/E quem te visita/Sente a emoção/Levando um Rio no coração’.

Surpresas em repertório do Monobloco, neste domingoEstefan Radovicz / Arquivo Agência O Dia

Ainda no repertório, para celebrar a data, canções de várias épocas e gêneros como ‘Rio 40°’, ‘Do Leme ao Pontal’ e ‘Endereço dos bailes’. Além dessas, o samba-enredo da Mangueira de 1972, ‘Rio Carnaval dos Carnavais’, e claro, ‘Cidade Maravilhosa’, o hino da cidade e do Carnaval.

Ainda em tempo

Vai até o dia 29 de março a exposição ‘É Carnaval aqui na Casa Rui’, que traz fotos e documentos do arquivo de Rui Barbosa e das coleções de Família Barbosa de Oliveira, José Antunes Rodrigues de Oliveira Catramby e Lucia Sanson, que demonstram a importância do Carnaval como manifestação e símbolo cultural.

Estão expostos documentos do fim século XIX e início do século XX, com acontecimentos dos grandes bailes carnavalescos e os hábitos das famílias no período de Momo.

Confetes

Roberta Sá é madrinha de bateria do bloco Quizomba, que desfila neste sábado na Lapa. No repertório, do rock ao samba, passando pelo pop e o funk, a bateria com 210 ritmistas promete sacudir com sua versão de ‘Happy’, de Pharrell Williams, numa batida pop-rock criada especialmente o desfile de 2015.

É neste sábado também o desfile do Mulheres de Chico, que apresenta canções de Chico Buarque, com concentração às 16h no palco montado nas areias da Praia do Leme, perto do Costão. A festa começa com a DJ Lili Prohmann.

Para fechar o Carnaval com ritmos latinos e jamaicanos, domingo próximo, no La Paz, na Lapa, haverá a junção das festas B.L.E.S.S. e LA CUMBIA, de graça.

Neste sábado, 19 blocos desfilam, entre eles Banda Devassa, na Penha; Bafafá, em Ipanema; Pela Saco, em Botafogo; Sepulta Carnaval, no Engenho de Dentro; e Unidos do Caraxué, em Paquetá.

Domingo serão 15 agremiações como 7 de Paus, em Vila Isabel; Tamo Junto In Folia, o blocão de Padre Miguel; Broxadão A Hora é Essa, em Copacabana; Boka de Espuma, em Botafogo; e Galinha do Meio-Dia, em Ipanema. A lista está no site da Riotur; e a cobertura dos blocos em ‘O Dia na Folia’.

O mais difícil na cidade nos dias de Momo foi a mobilidade. Metrôs lotados, falta de táxis, taxistas escolhendo corridas, às vezes a preços indecentes. Numa cidade em que o turismo é um dos setores econômicos vitais, serviços de transporte ainda têm muito a melhorar.

Por Rita Fernandes

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