Renato Aragão e mais pais contam como auxiliam na carreira dos filhos

Valdir Bündchen, pai de Gisele Bündchen, garante que aconselha a top mas não se mete em suas decisões

Por O Dia

Gisele Bündchen saiu de sua cidade%2C Horizontina%2C aos 14 anos%2C para ser modelo em São Paulo%3A pai não se opôs ao sonho da filha%2C hoje%2C famosa Ag. News

Rio - Não basta ser pai, tem que participar. Mais do que isso: quando o filho mostra algum talento especial, ficar de olho e orientar nas decisões da carreira podem ser fundamentais para se alcançar o sucesso. Que o diga o sociólogo gaúcho Valdir Bündchen, 64 anos, pai da top Gisele Bündchen.

Apontado por muitos como mentor da carreira da filha, ele ainda fica com o coração na mão ao ver a atribulada agenda de compromissos da modelo, mas se enche de orgulho por saber que ela seguiu direitinho seus ensinamentos.

“Todo pai espera que o filho seja digno, honesto, bem-sucedido e feliz. Quando isso acontece, é uma felicidade. Acho que minha principal contribuição para a carreira da Gisele foi fixar ideias e valores sólidos como caráter e ética”, diz Valdir, que está lançando, em coautoria com Jacob Pétry, o livro ‘Singular — O Poder de Ser Diferente’, pela Editora Leya (288 páginas, R$ 39,90).

Para o sociólogo, a base para o entendimento entre pais e filhos é o diálogo. Valdir conta que sempre conversou muito com Gisele e as outras cinco filhas. “Nenhum pai pode dizer ao filho o que ele tem que fazer”, defende. Quando surgiu a oportunidade de Gisele, aos 14 anos, entrar para o mundo das passarelas, ele confessa que houve resistência da família.

“A gente morava em Horizontina, no interior do Rio Grande do Sul. Era inconcebível pensar em uma carreira de modelo. Mas tenho a filosofia caseira de não roubar o sonho de ninguém. Acompanhei tudo e apoiei”, lembra ele, que costumava ir a São Paulo a cada dois meses quando Gisele entrou para a agência Elite Model. “Na época, sentei com pessoas da agência e falei o que me preocupava. Eu não tinha experiência no assunto. Queria saber quem seria o responsável por uma menina de 14 anos”.

Gisele cresceu, ganhou fama mundial e enriqueceu desfilando para as principais grifes da moda. Mas ainda hoje, a supermodelo, casada com o jogador de futebol americano Tom Brady e mãe de dois filhos — Benjamim e Vivian —, liga para o pai para pedir sua opinião sobre tudo.

“Esse é o lado bonito, construímos esse diálogo. Mas eu não me meto em nada. Só falo quando sou perguntado. E para aconselhar, tento sempre montar dois cenários para dar opção e imaginar o resultado”, conta Valdir, que hoje comemora o Dia dos Pais longe das filhas. “Vou receber a ligação delas. Não estar presente fisicamente não significa nada”.

'Virei fã%2C me emociono com ela%2C choro'%2C diz Renato Aragão sobre a filhaDivulgação

Havia tempo que Renato Aragão não assistia a uma novela. Agora, o comediante, de 78 anos, não perde um capítulo da novela ‘Flor do Caribe’, em que atua sua filha, Lívian Aragão, 14. “Virei fã, me emociono com ela, choro”, admite ele, que gosta de dar conselhos à filha sobre as cenas. “Como artista, acho que, às vezes, precisava de mais emoção, falo para se acalmar, se concentrar”.

Nem sempre Renato deu força para a carreira da filha, que fez várias pontas em seus filmes, protagonizou com o pai o longa ‘O Guerreiro Didi e a Ninja Lili’ (2008) e o seriado ‘Acampamento de Férias’ (2011-2013).

“Ela entrou na carreira devagar, ganhou força. Fui fazendo corpo mole para ver até onde ela ia. Quando ela falou que queria ser atriz, eu disse que os estudos estavam em primeiro lugar. Meu sonho era vê-la formada, mas não adiantou. Quem escolhe não é o pai. Hoje, estou feliz e torço muito por ela. Vejo nela o meu começo de carreira”, emociona-se o intérprete do eterno Didi, que festeja o seu dia com um almoço em família.

Bebeto com os filhos Matheus%2C Stéphannie e Betinho%3A o ex-jogador orienta a carreira de Matheus no futebol arquivo pessoal

Na Copa de 94, após marcar o segundo gol da vitória do Brasil contra a Holanda por 3 a 2, Bebeto comemorou como se estivesse embalando nos braços o filho recém-nascido, Matheus. Pai também de Betinho e Stéphannie, o ex-jogador e deputado orienta desde a infância os passos do caçula, de 19, no futebol. “Conversamos muito sobre tudo, eu assisto aos jogos deles, dou conselhos, broncas se precisar, e elogio, também”, conta Bebeto.

Para o tetracampeão, Matheus é disciplinado e tem talento. “Mas ele é autocrítico, sabe avaliar o seu desempenho em campo. Eu o apoio no que ele precisar. Sempre avisei que era uma carreira difícil, que iriam compará-lo comigo. Mas meu filho tem uma cabeça ótima, sempre separou bem as coisas”.

Caminho do sucesso

No livro ‘Singular – O Poder de Ser Diferente’, o sociólogo Valdir Bündchen e o filósofo Jacob Pétry apresentam caminhos para uma pessoa ou uma empresa realçar e desenvolver seus pontos fortes para chegar ao sucesso. Para eles, não adianta imitar modelos, mas valorizar o que cada um tem de diferente.

“A questão central é como desenvolver e dar sentido a essa nossa singularidade”, diz Valdir, dando como exemplo o caso da filha famosa: “Das minhas seis filhas, Gisele foi a única que não estudou, não se formou, mas nasceu com uma habilidade e soube dar um sentido a isso”.
Valdir ensina os três passos principais para se reconhecer um talento, saber como usá-lo e ter resultado.

“Primeiro, é preciso dar clareza a essa singularidade. Isso passa pela busca do autoconhecimento. Se você não se conhecer, não se descobrir, não pode chegar lá”. “O segundo passo é desenvolver essa singularidade, dando sentido prático, otimizar o que a pessoa tem de melhor. Pegar essa singularidade descoberta e transformar em talento. E a melhor forma de melhorar um talento é a repetição, mas tem que ter disciplina, que é a base de tudo”. “O terceiro passo é fazer um questionamento da área da vida onde você pode usar essa singularidade”.

Segundo ele, o livro não dá receitas, mas propõe uma reflexão sobre o trabalho e o talento de cada um, e como aplicá-lo.

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