Clayton Conservani enfrenta desafios na nova temporada de ‘Planeta Extremo’

Jornalista apresenta o programa, que estreia neste domingo, na Globo, ao lado de Carol Barcellos

Por O Dia

Rio - Que tal comer um morcego assado ou encarar uma temperatura de 1.200 graus no vulcão mais ativo do mundo? Clayton Conservani e Carol Barcellos enfrentaram esses e tantos outros desafios na nova temporada de ‘Planeta Extremo’, que estreia hoje, na Globo. Os limites foram superados e as expedições, realizadas com sucesso, mas o jornalista confessa que entrar no vulcão Ambrym, na ilha de Vanuatu, no Pacífico Sul, foi apavorante. “E diferente de tudo o que eu já fiz. Fomos a primeira equipe brasileira a entrar na cratera, onde não existe nenhum tipo de vida e com gases tóxicos e letais. Usamos roupa especial e capacete para suportar o calor. Nunca vivi um fenômeno tão poderoso. Foi assustador e, ao mesmo tempo, incrível”, conta Clayton. 

Clayton Conservani se arrisca no vulcão e Carol Barcellos nas águas da AmazôniaDivulgação


Para Carol, o mergulho numa caverna na China foi o que mais a amedrontou. “Quase entrei em pânico. A visibilidade era muito ruim. E as passagens eram muito estreitas. Foi o momento mais difícil que já enfrentei na vida. Quase surtei lá dentro”, admite ela, que experimentou várias iguarias nada apetitosas ao longo das viagens: “Na China tinha aranha, cobra... Experimentar a comida é um jeito de conhecer e entender o lugar. Faz parte”, explica. Já Clayton passou pela difícil missão de saborear um morcego. “Foi em Vanuatu. A aparência é feia, mas a carne é muito gostosa”, garante ele.

Coragem, às vezes, faltou e Carol chegou a hesitar. “Foi na escalada das Sequóias, as maiores árvores do planeta, de 3 mil anos e 95m de altura. Quando cheguei aos 75m, travei. Comecei a pensar em muita coisa que poderia acontecer, mas segui para o topo”, lembra. Escalar uma pirâmide na Oceania, para Conservani, foi a parte mais difícil: “Nevava muito, não tinha mais ninguém lá, estávamos isolados, mesmo assim a gente conseguiu. Descemos a montanha no escuro, chovendo, uma situação no limite, mas não faço nada que não esteja ao meu alcance. Meu chassi é original de fábrica. Nunca sofri um acidente grave”, destaca.

A maior superação dessa temporada foi o trajeto percorrido por Aron Ralston, ao lado do alpinista norte-americano, até o local do acidente onde ele precisou amputar o próprio braço para sobreviver, depois de seis dias preso em uma pedra. A história virou filme, o ‘127 Horas’, protagonizado por James Franco. “Nossa equipe refez todo o caminho do Aron. Ele revelou detalhes que até então não tinha contado”, diz Clayton.

Os maiores perrengues eles enfrentaram na ultramaratona de 127km, na Floresta Amazônica. “A gente teve que levar tudo para sobreviver durante cinco dias na mata, carregando uma mochila de 15kg com comida, kit de sobrevivência, sinalizador, num lugar onde tinha muita cobra, escorpião, mosquito...”, lembra o jornalista. Já Carol, com todo esse aparato e preocupada em manter a saúde física e mental durante a jornada, deixou de lado a porção mulherzinha: “Esqueci de unha, cabelo, maquiagem. Só pensava na minha sobrevivência. Mas, sinceramente, quando volto para a redação, me arrependo de não ter me preocupado ao menos um pouquinho com o visual. Às vezes, me assusto quando vejo as imagens”, exagera.

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