Programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’ completa três anos no ar

Atração comandada pela apresentadora comemora ainda a conquista da liderança no horário

Por O Dia

'Não me senti à vontade para fazer declaração de amor pública ao William'Divulgação

Rio - São quase 800 programas no ar, ajustes daqui e dali para atrair o público e consolidar a audiência, e uma infinidade de histórias para contar. Hoje, o ‘Encontro com Fátima Bernardes’ completa três anos na grade da Globo, com uma apresentadora segura no comando da atração. Em 2011, Fátima abriu mão de uma bem-sucedida carreira como âncora do ‘Jornal Nacional’ para dedicar-se ao entretenimento. Deu certo, e agora ela colhe os frutos desse investimento.

Alguns de seus colegas de emissora seguem os mesmos passos, como Patrícia Poeta, que também se despediu da bancada do ‘JN’ para ter um programa para chamar de seu. E Tiago Leifert, que migrou do jornalismo esportivo para o setor artístico da casa. Estabilizada na faixa da manhã, a apresentadora não teme concorrência. “É natural que as pessoas busquem os seus sonhos. Eu não fui a primeira a investir nisso. O Pedro Bial já tinha feito, o Zeca Camargo… E não acho que há concorrência. São profissionais com características diferentes. Tem espaço para todo mundo”, acredita Fátima.

Atenta aos índices do Ibope, a apresentadora, que já perdeu para o infantil do SBT, comemora a boa fase do matinal. A média parcial do ‘Encontro’, este ano, é de 9 pontos, cerca de 50% a mais do que a segunda colocada. “A gente não perde mais, graças a Deus. Eu procuro saber, sim, para ter noção do desempenho do assunto do dia, o que funciona melhor. O público não pode perder tempo. Nunca senti pressão. Tenho convicção absoluta no horário. É um programa consolidado”, destaca.

O sucesso do ‘Encontro’ também é atribuído ao desempenho de Fátima no palco. Carismática, ela participa ativamente dos temas propostos, opina, dança, interage com a plateia. Mas se recusou, por exemplo, a fazer uma declaração de amor para o marido, William Bonner, no Dia dos Namorados, o que gerou uma repercussão e tanto. “Não me senti à vontade para fazer uma declaração pública. Só faço o que acho que vai ser natural. Se for para ficar sem graça, eu prefiro não fazer. Eu nem sabia que o Lair (Rennó, parceiro de Fátima no programa) ia fazer aquela brincadeira. Assim, de surpresa, não ia sair uma declaração à altura de um casamento de 25 anos. Dizer só um ‘eu te amo’? Não me senti confortável nem achei relevante”, esclarece.

O que jamais faria no ar? “Meu maior limite é provar comida, porque tem coisas que eu não vou conseguir comer, como carne de jacaré, nada que tenha ovo e que seja molenga. Mas tenho muita confiança nos temas que eu abordo no programa, então posso fazer tudo. Talvez, se fosse em outro que não estivesse sob o meu comando, eu não aceitasse. Mas se o Veras (Marcos, também parceiro) se jogou no pole dance, por que eu não posso tentar?”

Como o programa é ao vivo, saias justas são inevitáveis. Ontem, por exemplo, ao homenagear o cantor Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro, chamou-o de Cristiano Ronaldo (o jogador), sendo corrigida por Ailton Graça, convidado do programa. Na internet, não perdoaram. Mais tarde, no ‘Vídeo Show’, ela voltou a falar sobre o assunto e se desculpou com família e fãs do cantor.

O visual de Fátima também gera assunto nas redes sociais, principalmente quando usa os mesmos looks que famosas como Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa: “Eu acabo sabendo disso pela internet. Não uso roupas exclusivas. Quando lançam uma nova coleção, a figurinista olha e seleciona. Eu também repito algumas peças. Acho importante saber que roupa não se usa uma única vez. Gosto de ler e de me informar sobre moda, mas tudo depende da faixa etária da mulher, o que fica bem no corpo. Uso 38 em cima e 40 embaixo, então preciso equilibrar essa imagem. Adoro cor”, explica a apresentadora, que se arrependeu de ter alisado o cabelo em 2002. A mudança gerou polêmica: “Não faço mais aquela besteira de escova progressiva nem mudo o corte durante a semana. Espero sair de férias. A cobrança maior era na época do jornal, porque era um plano muito fechado. Hoje, posso usar roupas variadas, até diminuí um pouco o comprimento.”

Aos 52 anos, Fátima gosta do que vê quando se olha no espelho, mas não descarta uma cirurgia plástica quando sentir necessidade. “Sou favorável. Não fiz ainda porque não tive vontade. Acho que qualquer coisa que deixe a pessoa mais feliz, não fazendo mal a ninguém, é válida. Quando achar que é a hora, eu faço, mas estou feliz comigo.” Envelhecer também não é um problema: “Acho que parar para pensar muito nisso não é bom. O mundo ideal seria se a gente conseguisse congelar o tempo, mas é uma guerra perdida. O que vale é tentar ficar o melhor possível. Cuido da minha alimentação, durmo bem, faço atividades físicas, não tomo sol em exagero. Também não quero ficar com cara de 30, 20 anos... Quero um frescor que me dê alegria. Me sinto muito bem para a idade que eu tenho. Não fico preocupada com isso. Só não envelhece quem morre antes. E eu quero viver muito ainda”, frisa.

Autocrítica, ela se diz mais compreensiva com o erro dos outros: “Eu sempre me cobro e não sei ser diferente. Me esforço para ser mais leve. Também sou muito ansiosa, mas, quando isso não te paralisa, ao contrário, te move, então tudo bem. Tento manter nesse nível.”

Em casa, com os trigêmeos Laura, Vinícius e Beatriz, de 17 anos, só o que é ilegal é proibido: “Não há nada que eu não permita de jeito algum. Tudo depende. Eles são tratados com muito respeito e espero deles esse mesmo cuidado. Eu e o William somos legalistas, o que é para ser cumprido não se discute. Não podem ir para uma boate com carteirinha falsificada, dirigir sem carteira de habilitação... Todo o resto e o que tem a ver com a idade deles, como cinema, shows, namorar, festas... está liberado.”
Sobre sexo e drogas, eles conversam abertamente: “Sempre que surge alguma dúvida... Na nossa família falamos sobre qualquer coisa.”

O que ela deseja para o seu ‘quarto’ filho? “Que o ‘Encontro’ se torne cada vez mais a companhia de quem está em casa, no trabalho, no carro, nos hospitais... E que eles queiram participar de alguma forma.”

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