Profissão Certa: E o ensino técnico?

A coluna de hoje é baseada em um bate-papo com Allain Fonseca, gerente de Cursos e Recursos Educacionais do Senai

Por O Dia

Rio - Ao chegar no Ensino Médio, a maioria dos jovens brasileiros faz planos para entrar na universidade. Muitos deixam de lado os cursos profissionais e nem se dão conta que estão deixando de considerar um caminho que é mais curto e mais barato para chegar ao mercado de trabalho. A coluna de hoje é baseada em um bate-papo com Allain Fonseca, gerente de Cursos e Recursos Educacionais do Senai, e pretende mostrar que há boas opções além do cursos universitários.

“A sociedade brasileira mira o Enem e o ingresso no Nível Superior”, reconhece Allain. Além disso, ele expõe outro fator que diminui o intersse dos jovens por essa opção: a maioria dos cursos técnicos é ligada à área de Exatas. São estes os motivos que levam muitos a perder oportunidade de ouro. “Os cursos técnicos têm excelente empregabilidade”, diz ele.

Mesmo na atual crise, o Ensino Técnico continuam a ser boa opção. Os cursos duram em torno de um ano e meio e esse momento de vacas magras é ideal para ingressar em uma turma. Quando o aluno estiver se formando, há boas chances de que ele comece a sua trajetória profissional num cenário bem mais animador.

Para resumir: enquanto as dúvidas em relação ao aproveitamento dos cursos universitários aumentam, as boas perspectivas quanto ao Ensino Técnico vão se confirmando, mesmo em meio a tantas dificuldades.

E O ENSINO TÉCNICO? (2)

O catálogo do Ministério da Educação mostra que há cerca de 150 cursos técnicos de vários tipos disponíveis para os mais diversos perfis de alunos interessados.
O gasto é bem inferior ao Ensino Universitário. “Para custear o aprendizado de 18 meses, o estudante vai pagar muito menos do que na universidade, que tem duração de quatro anos”, diz o gerente de Cursos e Recursos Educacionais do Senai. “Além disso, a mensalidade é bem mais em conta”, explica Allain Fonseca.

E O ENSINO TÉCNICO? (3)

Mais uma vantagem do Ensino Técnico: serve aos alunos como uma espécie de “prova” para saber se gosta daquela área profissional. Assim, pode decidir com mais base se vai seguir ou não aquele caminho.

A remuneração é um outro quesito favorável. “Em uma análise comparativa, um técnico na área da indústria, por exemplo, pode conseguir muitas vezes ganhos comparáveis a alguém que veio de um curso de Engenharia”, destaca Allain Fonseca.

MAIS ESPAÇO PARA O INTERCÂMBIO

A CI Intercâmbio e Viagem acaba de inaugurar sua sétima loja no Rio de janeiro e segunda na Zona Sul carioca. Com um investimento de aproximadamente R$ 200 mil, a nova unidade fica em Botafogo, na Rua São Clemente, uma das mais vitais do bairro.
A empresa oferece desde cursos de idomas a estadias em universidades de diversos países. A procura por turmas de intercâmbio vinha crescendo muito. A crise econômica, porém, esfriou o setor.

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