Profissão certa: como será o amanhã?

Como se preparar para uma ocupação que, quando você se formar, poderá ser radicalmente diferente do que imaginou?

Por O Dia

Rio - O mundo se transforma aceleradamente e é cada vez mais difícil para o jovem prever como será o mercado de trabalho quando concluir sua formação profissional. Como se preparar para uma ocupação que, quando você se formar, poderá ser radicalmente diferente do que imaginou? A coluna conversou sobre o assunto com Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, ele próprio um exemplo de transformação: formado em Educação Física, trabalha hoje com Administração:

Como essas mudanças em velocidade acelerada influenciam a vida profissional?

Rodolfo Bertolini dá entrevista ao Profissão CertaDivulgação

O trabalho do passado era muito blocado, cada um ficava no seu computador, na sua sala. Isso mudou, não funciona mais assim. O profissional da Administração precisa do cara do RH, que precisa do contador. Por isso, já nesse espaço de sala de aula , de aprendizado, é preciso o aluno transitar pelas profissões e adquirir variadas competências. É o que fazemos aqui na Celso.

Essa é, então, uma orientação importante para quem está se formando em uma profissão, ou mesmo para quem já está no mercado de trabalho?

É preciso ter contato com variadas áreas, com outras competências. Não é que isso seja o futuro, isso está acontecendo agora. O mercado já mudou. Está acontecendo algo novo. Recentemente, o Banco Itaú publicou anúncio para contratar gerentes sem exigência de formação em área financeira, podiam ter qualquer formação.

Como as universidades estão se preparando para esse novo tempo? A Educação a Distância é a saída?

As plataformas de EAD são muito ruins, são medíocres. Todas são centradas em conteúdo. O aluno vê um slide, assiste um vídeo do professor e aí vai fazer uma prova. Por isso índice de rejeição é enorme, cerca de 85%.

Quais são os planos da Celso Lisboa para essa área?

É preciso uma ferramenta tecnológica nova, que faça o aluno aprender onde ele quiser, com a tecnologia sendo onipresente. Vamos ter um aplicativo que vai ser colaborativo, com câmera em sala. O aluno pode assistir se estiver aqui ou em qualquer outro lugar. Mas teremos salas de aula também. Serão polos assim distribuídos em vários pontos do país.

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