CPI ganha no STF e convoca Paulo Roberto Costa

Supremo aceita pedido para acesso aos depoimentos de ex-diretor da Petrobras e marca audiência para dia 17

Por O Dia

Brasília - O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu pedido da CPI mista da Petrobras para ter acesso aos documentos da investigação da operação Lava Jato. A decisão inclui os depoimentos do ex-diretor Paulo Roberto Costa, prestados para o Ministério Público sob a condição da delação premiada. Os documentos devem ser encaminhados à comissão em um prazo de 48 horas.

No despacho, o ministro afirma que devem se “observar restrições de publicidade inerentes aos autos em tramitação sigilosa, com adoção de providências para que o teor dos documentos não transborde daquele âmbito institucional”.

A CPI mista da Petrobras também marcou para a próxima quarta-feira o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Agora a comissão terá que negociar com a Justiça do Paraná a logística para levar Paulo Roberto até Brasília para o depoimento.

Em reunião ontem, os membros da CPI mista decidiram ainda fazer uma petição para que a comissão atue como parte no processo de delação premiada e solicitou uma audiência com o ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Embora alguns parlamentares não acreditem que a Justiça vá permitir o compartilhamento das informações do processo com a CPI, o presidente da comissão é otimista. “A CPI tem poderes constitucionais para isso”.

O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, voltou à CPI e disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) cometeu um “equívoco” ao condenar a compra da refinaria de Pasadena e responsabilizar os envolvidos na negociação.

Candidata do PSB retifica patrimônio

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, enviou à Justiça Eleitoral uma declaração retificando o valor de seu patrimônio, acrescentando um saldo de aplicações bancárias de R$ 45,6 mil.

O valor, aplicado em poupança e renda fixa, representa um terço do que a candidata havia informado inicialmente à Justiça, em julho. Com o acréscimo declarado, o patrimônio da candidata sobre de R$ 135 mil para R$ 181 mil.

O pedido de retificação da declaração de Marina foi feito pela campanha da candidata no mesmo dia em que assessores da presidenta Dilma Rousseff ameaçaram pedir à Justiça investigação por eventual omissão de Marina em relação aos ganhos com palestras.

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