Cabos eleitorais são presos fazendo boca de urna no Rio

PM prendeu cerca de 50 pessoas, enquanto fiscalização do TRE junto com a Polícia Rodoviária Federal prendeu

Por O Dia

Rio - Mais de 80 pessoas foram detidas fazendo boca de urna neste domingo, dia de votação e quando é proibida a propaganda de candidatos. Só a Polícia Militar já deteve cerca de 50 pessoas acusadas de realizar boca de urna vários pontos da cidade do Rio, enquanto a fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu 36 cabos eleitorais.

De acordo com a PM, entre eles estão os candidatos a deputado estadual Dr. João Baptista (PT) e Bombeiro Nascimento (Pros), além do candidato a deputado federal Marcelo Borges (PDT).

No Viaduto Domingos Lopes, em Madureira, cinco pessoas foram detidas distribuindo panfletos. Uma delas estaria com um cigarro de maconha. Eles serão encaminhados ao Pólo Negrão de Lima e posteriormente levados à Polícia Federal.

Cabos eleitorais são presos fazendo boca de urna em Santa Cruz, na Zona OesteDivulgação

Já a fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu 36 cabos eleitorais. O maior número de prisões foi feito em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Todos os presos foram colocados dentro de um ônibus e levados para a 36ª DP (Santa Cruz). Em Bangu, na mesma região, nove pessoas foram presas no comitê da candidata ao cargo de deputada federal Clarissa Garotinho. Outros seis cabos eleitorais foram presos no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte. 

Boca de urna em Campos

Um homem de aproximadamente 70 anos foi detido, por volta das 8h deste domingo, próxima à casa do candidato do PR Anthony Garotinho, no bairro da Lapa, em Campos dos Goytacazes, por dois ficais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Dono de uma mercearia na região, Luiz Carlos Tavares dos Santos é suspeito de fazer boca urna.

Ele portava santinhos com imagens dos candidatos a deputado federal Magal, estadual Gil Viana e a gorvernador Garotinho. O homem também estava com dois adesivos na camisa. Garotinho chega à cidade do Norte Fluminense ainda nesta manhã para votar.

O ato de distribuir material de propaganda política é proibido e considerado crime eleitoral com pena prevista de seis meses a um ano de prisão, podendo também ser aplicada multa entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

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