Cruzeiro devolve placar, bate São Paulo nos pênaltis e avança na Libertadores

Equipe mineira vai disputar às quartas de final da competição

Por O Dia

Minas Gerais - Em um confronto de oitavas de final bastante equilibrado, no qual cada um dos times dominou a partida em que jogou em casa, o Cruzeiro bateu o São Paulo por 1 a 0 no tempo normal no Mineirão e obteve a classificação na Taça Libertadores com uma vitória por 4 a 3 nos pênaltis. Assim como o Tricolor havia sido melhor na primeira partida, há uma semana, e havia deixado o campo no Morumbi com a sensação de que poderia ter feito mais gols, a Raposa foi superior ao adversário desta vez. No entanto, como "apenas" devolveu a derrota, o campeão brasileiro das duas últimas temporadas teve que sofrer até as penalidades. Suplente na relação da seleção brasileira para a Copa América, o atacante Leandro Damião foi o autor do gol da vitória cruzeirense, mas correu riscos de virar vilão da torcida mandante, já que errou a primeira cobrança do time. No entanto, Souza mandou para fora, e Fábio defendeu os chutes de Luis Fabiano e Lucão e garantiu a vaga celeste nas quartas.

Cruzeiro garantiu vaga nas quartasEfe

O Cruzeiro espera agora o classificado do clássico argentino entre River Plate e Boca Juniors, que se enfrentarão nesta quinta-feira em La Bombonera. Na semana passada, no Momumental de Nuñez, os 'Millonarios' levaram a melhor por 1 a 0. Para o São Paulo, a queda representou a eliminação de uma sina. Desde 2005, quando venceu a Libertadores pela última vez, o tricampeão da América sempre é eliminado por adversários brasileiros. Foi assim na final contra o Internacional em 2006, nas oitavas de 2007 contra o Grêmio, nas quartas de 2008 contra o Fluminense e de 2009 contra o próprio Cruzeiro, nas semifinais de 2010 de novo contra o Inter e nas oitavas de 2013, diante do Atlético-MG. De quebra, o jogo no Mineirão provavelmente foi o último de caráter internacional de Rogério Ceni, que já anunciou que se aposentará no meio deste ano. Na Raposa, Marcelo Oliveira sacou o zagueiro Léo e colocou Bruno Rodrigo de volta ao time titular.

Havia ainda a expectativa pelas entradas do meia Gabriel Xavier e do atacante Joel desde o início, mas o primeiro a campo apenas no segundo tempo, e o segundo não saiu do banco. O São Paulo também teve apenas uma substituição em relação à primeira partida, a volta do meia Michel Bastos, que estava com dengue. Milton Cruz optou por sacar Centurión, manter Luis Fabiano entre os reservas e deixar Alexandre Pato isolado na frente. O duelo foi bastante motivado desde o começo. A Raposa, como esperado, foi para cima, mas o Tricolor não se limitou a defender, jogando e deixando jogar. Com uma pressão inicial, o time da casa incomodou pela primeira vez aos sete minutos do primeiro tempo, com Willians que carregou pelo meio, arriscou de longe e encobriu a meta. Os visitantes responderam com um chute de longe de Michel Bastos que tirou tinta do travessão. Um dos homens mais efetivos do São Paulo desde o começo da temporada, Michel Bastos agora atacou de garçom pela ponta esquerda, aos 17. O meia mandou para a área à procura de Pato ou de algum elemento surpresa, mas, depois de passar à frente da meta, a bola foi cortada por Mayke. Para o Cruzeiro, valia a máxima "quem não chuta não faz".

Foram dez finalizações apenas no primeiro tempo, sete delas de longe. Em duas seguidas, aos 22 e aos 25 minutos, Willian arrematou rente ao travessão. Se o alemão Manuel Neuer é elogiado desde a última Copa do Mundo por atuar como líbero, Rogério Ceni lembrou que já faz isso há algum tempo. Aos 29, a Raposa saiu para o jogo com um lançamento do campo de defesa. O arqueiro saiu na intermediária para dar um toque de cabeça e cortar já ligando o ataque com Reinaldo na esquerda. Na sequência, os ânimos foram se exaltando, e a partida passou por um momento de pouca criatividade e muitos lances ríspidos. Aos 34, os cruzeirenses pediram o segundo amarelo e a consequente expulsão de Reinaldo, que não aconteceu. Quem rompeu a inércia foi Willian, com mais um chute de longe. O camisa 25 cobrou falta com muito veneno da intermediária e tirou da barreira, mas Ceni desviou levemente e afastou por cima.

O ímpeto ofensivo dos cruzeirenses ficou ainda maior na volta do intervalo, e a torcida tricolor levou um susto logo aos seis minutos da segunda etapa. Marquinhos apareceu livre na direita da área e chutou cruzado para fora. Cheio de apetite e diante de um adversário apático, o atual bicampeão brasileiro abriu o placar aos nove minutos. Willian lançou nas costas de Wesley na ponta direita e encontrou Mayke, que tocou para o meio. Com Rogério Ceni batido, Leandro Damião tocou para o gol vazio. A Raposa não diminuiu o ritmo e por pouco não fez o segundo aos 15 minutos, quando foi a vez de Marquinhos arriscar de fora. O meia pegou sobra na direita e chutou rasteiro, obrigando o goleiro a se esticar todo para espalmar para o lado. O lado esquerdo da defesa são-paulina era uma avenida, e o Cruzeiro atacava por ali como queria.

Aos 25 minutos, Marquinhos fez boa jogada, mas cruzou nas mãos de Ceni. Um minuto depois, De Arrascaeta foi quem desceu por esse lado, mas arrematou mal. Luis Fabiano, que já estava em campo há algum tempo, pôde aparecer pela primeira vez apenas aos 28, quando enfim os visitantes encaixaram um bom ataque. Bruno foi ao fundo pela direita, segurou e levantou para o 'Fabuloso', que emendou um voleio torto e cedeu tiro de meta. Porém, a bola e as ações ofensivas eram quase sempre do Cruzeiro, que voltou a levar perigo aos 34. Marquinhos protagonizou bonita jogada individual, deixou três na saudade e colocou na área, mas ninguém conseguiu completar. Dois minutos depois, Damião tentou de bicicleta, mas o goleiro segurou sem problemas. Contrariando a tônica do jogo, a última oportunidade do time mineiro de evitar os pênaltis surgiu pela esquerda. De Arrascaeta puxou contra-ataque, tabelou com Mena, de frente dentro da área, concluiu raspando a trave. Nas penalidades, os dois times demonstraram certa incompetência, com dois erros para cada lado nas cobranças regulares. Nas alternadas, Fábio defendeu o chute de Lucão, e Gabriel Xavier classificou o Cruzeiro.

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