Armador brasileiro vira os olhos do Boston Celtics na América do Sul

Luiz Felipe Lemes é International Scout da franquia da NBA

Por O Dia

Rio - O Boston Celtics agora tem olhos na América do Sul. Luiz Felipe Lemes é International Scout — observador — da tradicional franquia da NBA. A missão é acompanhar e descobrir novos talentos para o time. Luiz já conhecia o staff do Boston - estudou na BYU com o filho de Danny Ainge, GM dos Celtics. O brasileiro conversava com o Philadelphia 76ers. A indicação de Walter Roese, International Scout do Utah Jazz, também ajudou e abriu portas para Luiz Felipe na principal liga de basquete do mundo.

Luiz Felipe Lemes a serviço do Boston%3A ele registrou a quadra e a sala de reunião da franquiaarquivo pessoal

“O foco inicial é a América do Sul: Brasil, Argentina, Venezuela. Ver camps sub-16 e até profissionais. O foco é em jovens com potencial de NBA, com mãos grandes, braços longos, atléticos. A parte física conta muito”, diz Luiz, que já pensa em fazer carreira no Boston Celtics:

“É o comecinho. Depois é pensar em ser terceiro assistente. O cara que estuda consegue crescer. Já conheço a cultura e a filosofia. Agora é mostrar serviço e ajudar.”

Porta aberta para o talento brasileiro

Luiz acompanhou de perto a movimentação da NBA no Draft, entrevistou e acompanhou treinos de jovens que tentavam entrar na liga. Ele viu a repercussão em torno de atletas brasileiros. Lucas Dias, Georginho, Humberto e Danilo Fuzaro, porém, retiraram os nomes antes do processo seletivo: “Georginho era o que mais estava impressionando, mas ainda o acharam um pouco cru, até pela idade (ele tem 19 anos). Agora, jogando e indo bem no NBB, tem chance ir para a NBA”, analisa.

Ainda atleta

A oportunidade de ser International Scout deixa Luiz Felipe empolgado. Agora ele tem dupla função. Além de ser observador do Boston Celtics, vai defender o Osasco nesta temporada.

Luiz Felipe Lemes em treino com o Osasco%3A otimismo com o time paulistaDivulgação

“Vou jogar o Paulista e até a Liga Ouro, provavelmente, com o Osasco. É a transição. O Osasco está com tudo em dia, com projeto legal. Dá para conciliar”, declara o armador de 34 anos.

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