Flavinha, a joia da ginástica brasileira

Ginasta, de 15 anos, tem se destacado em competições internacionais

Por O Dia

Rio - Por onde passa, Flávia Saraiva se transforma no xodó da torcida. Além da habilidade nas competições, a baixinha de 1,33m, 32kg e apenas 15 anos ainda esbanja carisma. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, não foi diferente. Flavinha foi aplaudida em todos os momentos e, logo em sua primeira participação no evento, levou dois bronzes, na disputa por equipes e no individual geral da ginástica artística. Revelação da modalidade, ela é um dos talentos do Time Petrobras 2016. Ao todo, 25 atletas de 15 modalidades foram escolhidos pela companhia, com foco no Pan e no Parapan de Toronto, em julho e agosto, respectivamente, e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, no ano que vem.

Flavia Saraiva conseguiu bronze na ginástica artística no PanUSA Today Sports

“É muita emoção ver o sucesso dela. Ser ginasta era o que ela queria mesmo. Ela tem um jeito de criança, mas é muito responsável. Ela me ensina. É muito bonito”, diz a mãe, Fábia.

A ginasta começou no esporte ao 8 anos. Uma prima via a menina sempre de “cabeça para baixo” e incentivou a família a inscrevê-la num projeto desenvolvido por Georgette Vidor em Campo Grande. “Os vizinhos falavam que ela nasceu para ser ginasta. A professora na escola até me contou que ela ficava fazendo desenhos de ginástica. De frente para a nossa casa, tinha um pé de goiaba e ela subia lá”, lembra Fábia, que se impressiona com o carinho da torcida com a filha: “A gente sempre sonha, mas não imaginava que chegaria nesse sucesso”.

Aos 14 anos, Flavinha também foi a atleta mais nova da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2014, em Nanquim. Ela viajou para a China substituindo a amiga Rebeca Andrade, que se lesionou. Flávia brilhou: foi ouro no solo e ainda ganhou mais duas pratas, na trave e no individual geral.

Em maio de 2015, mais um show da baixinha, dessa vez diante da torcida brasileira. Na etapa da Copa do Mundo no Ibirapuera, em São Paulo, Flavinha mostrou graciosidade, ganhando o ouro no solo e a prata na trave. No cenário olímpico, a nota de Flávia na trave tem muito valor. Sua pontuação foi de 15,100, a mesma que deu o ouro para a americana Simone Biles no Mundial de 2014.

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