Uma gaúcha de muitas conquistas

Mayra Aguiar fez a final do Pan com a americana Kayla Harrison e ficou com a prata

Por O Dia

Rio - Balé, ginástica olímpica, natação e atletismo fizeram parte da rotina de Mayra Aguiar na infância. Mas a gaúcha se apaixonou mesmo pelo judô e não se arrependeu da escolha: hoje, aos 23 anos, ela é uma referência nos tatames e uma grande esperança brasileira de conquista de medalha nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Mayra Aguiar conseguiu a prata no Pan-AmericanoEfe

Prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Mayra é um dos destaques do Time Petrobras 2016. Ao todo, 25 atletas de 15 diferentes modalidades foram escolhidos pela empresa, com foco no Pan e no Parapan-Americano de Toronto, em julho e agosto, respectivamente, e nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, no ano que vem.

Campeã mundial em 2014 (categoria até 78kg), Mayra sabe bem o que representa para as novas gerações de judocas e segue à risca a lição que recebeu das veteranas quando era apenas uma novata na seleção brasileira. “Nós carregamos o nome do Brasil, dentro e fora do tatame. Sou espelho para muitas gurias. Aprendi isso com a Dani (Danielle Zangrando), com a Vânia Ishii e com a Edinanci. Tenho que me portar como diferenciada. Como eu me espelhava nas mais velhas, hoje as mais novas se espelham em mim. Então, procuro passar isso adiante. É um ciclo. Hoje sou eu, amanhã será outra”, destaca.

Mayra deixou o balé apenas como uma recordação de infância e entrou na Sogipa, em Porto Alegre, aos 11 anos. Aos 15 anos, disputou os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, quando conquistou a medalha de prata. No ano seguinte, já estava em sua primeira Olimpíada, em Pequim, perdendo na luta inicial. Mas, quatro anos depois, disputaria os Jogos mais uma vez e sairia de Londres com um bronze, ao vencer a holandesa Marhinde Verkerke.

A coroação como um dos principais nomes do judô veio com o primeiro lugar no Mundial de Chelyabinsk, na Rússia, em 2014. Na final, Mayra venceu a francesa Audrey Tcheumeo. Ao todo, ela ostenta quatro medalhas em Mundiais, tendo ainda uma prata na edição de Tóquio (2010) e dois bronzes conquistados em Paris (2011) e no Rio (2013).

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