Brasil se esborracha nas assimétricas e chances de vaga olímpica se reduzem

Jade Barbosa, com duas quedas, prejudicou o desempenho brasileiro no aparelho; equipe terá que "secar" adversários neste sábado para manter perspectiva de classificação

Por O Dia

Rio - É uma pena que faça parte da ginástica artística um aparelho chamado barras assimétricas. Não fosse ele, a equipe feminina do Brasil estaria bem cotada para se classificar para os Jogos Olímpicos.Composta por Flávia Saraiva, Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Leticia Costa e Thauany Araújo, o Brasil apresentou um animador desempenho no solo e no salto.

No entanto, o terceiro aparelho do dia, as malfadadas assimétricas, acabou relegando as brasileiras à quarta colocação provisória, com 221,861 pontos. Neste sábado, o Brasil terá que secar adversários como França, Suíça e Austrália para ficar entre os oito melhores e poder garantir uma equipe completa na Olimpíada. Como Estados Unidos, Rússia e China ainda não competiram, e têm altíssima probabilidade de classificação, o cenário se apresenta bastante complicado para a equipe nacional.

Japonesa voa durante execução de sua série na traveEfe

Ficaram à frente do Brasil, no primeiro dia, Grã-Bretanha (227,162), Japão (223,863) e Canadá (222,780). A Romênia, tradicionalíssima na modalidade, errou muito e ficou em quinto, atrás do Brasil (217,220).

Flávia e Lorrane, apostas da nova geração, souberam lidar com a pressão e foram os destaques do Brasil, com potencial para chegar à final do individual geral, com as respectivas notas 55,798 e 56,365. A exemplo do que fizera no Pan de Toronto, Flávia arrebatou, com seu carisma, o público, que acompanhou com palmas sua coreografia no solo. A final por equipes será na terça-feira; o individual geral está programado para quinta, e as finais por aparelhos vão se dividir entre o sábado e o domingo da outra semana.

No solo, Jade quase sofreu uma queda, o que comprometeu sua nota (13,433). Flávia foi a melhor do Brasil, com 14,166. No salto, Jade, com um salto de elevada dificuldade, e Lorrane foram os destaques da equipe, com as notas 14,833 e 14,766, respectivamente. Nas assimétricas, Jade teve péssima performance, com duas quedas. Sua baixíssima nota (11,633) foi descartada.

Flávia e Lorrane diminuíram o prejuízo com exibições corretas (13,266 e 13,600). Daniele fez uma série limpa, mas com baixo nível de dificuldade, e nota inexpressiva (12,300). O Brasil se recuperou parcialmente na trave. Jade reagiu e fez uma apresentação muito boa (14,200). Flávia também brilhou (14,133). Lorrane e Daniele foram corretas (13,933 e 13,866, respectivamente).

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