Por fabio.klotz

O movimento "OcupaCBF" organizado para renúncia do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, reuniu dezenas de pessoas em frente à sede da entidade na tarde desta terça-feira na Barra da Tijuca, no Rio, para leitura de um manifesto contra a entidade. Alex, líder do Bom Senso FC, acompanhado de Raí, Paulo Autuori e Djalminha, lideraram o grupo. Torcedores levaram faixas contra Del Nero. O movimento, porém, ficou aquém do esperado.


Faixa foi estendida no portão da sede da CBF em protesto contra a entidadeReprodução Internet

O manifesto, lido por Alex em frente à CBF, foi assinado por mais de 100 personalidades da sociedade brasileira, não só ligadas ao futebol. Jô Soares, Walter Salles e Chico Buarque foram alguns deles. Entre os técnicos de futebol, quatro assinaram: Tite, Dorival Júnior, Paulo Autuori e Vágner Mancini.


Por causa do movimento, Walter Feldman, secretário geral da CBF, concedeu entrevista coletiva na sede da entidade. Apenas a imprensa foi convidada para acompanhar.


"Nós lutamos muito que haja direito de manifestação, mas desde que não atinja a liberdade das pessoas contra quem é essa manifestação. Estamos aqui, no Estado democrático de direito, para dizer que toda manifestação é apoiada", disse Feldman. Um documento foi entregue a Fernando Mello, coordenador de comunicação da CBF, e, segundo Feldman, no momento apropriado a entidade vai se pronunciar.


Raí, que estava na porta da entidade e não pôde entrar, foi citado por Feldman, que informou que, em outro momento, o ex-jogador do São Paulo se negou a dialogar.


"Nós estamos abertos para o diálogo. Conversamos com o Bom Senso inúmeras vezes, falamos com o Raí, para que ele viesse aqui, e o Raí se negou a vir. Considerou que não era oportuno. Perdeu uma grande oportunidade", comentou, sem se lembrar que o ex-jogador esteve ali nesta terça-feira.


Feldman confirmou que Del Nero não pretende renunciar o cargo. Ele reforçou que acredita na inocência do presidente licenciado, alvo de investigações no FBI. "Existe a presunção da inocência. Existe possibilidade real de Del Nero não ter nenhum envolvimento", disse o dirigente.


"Não consideramos a renúncia porque não entendemos que haja motivos para isso", concluiu.

Fonte iG

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