Por edsel.britto

Rio - Apesar das denúncias de irregularidade em prestações de contas da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), que ainda deixam uma interrogação quanto ao futuro do esporte no país, Maicon Siqueira, medalhista de bronze na Olimpíada do Rio, prefere comemorar o feito e projetar o futuro. De olho nos Jogos de Tóquio-2020, o jovem lutador, de 23 anos, opta por se afastar das polêmicas em torno da confederação.

“Eu prefiro não me envolver com isso. Vou me concentrar em 2020 e deixar para que as autoridades resolvam toda essa situação. Eu tenho que manter o foco, seguir treinando muito, porque sou um atleta e acredito que só tenha que me preocupar com o meu taekwondo e com a preparação para chegar bem a Tóquio”, afirmou Maicon.

Maicon Siqueira conquistou o bronze na categoria acima de 80kg no taekwondoSaulo Cruz/Exemplus/COB

A poucos dias do início da disputa no Rio, a CBTKD decidiu dispensar o treinador de Maicon Siqueira alegando não ter verba para levar o técnico Cleiton dos Santos para o Rio de Janeiro. De acordo com o atleta, essa decisão afetou o fim da preparação para a Olimpíada, algo que espera não reviver em Tóquio.

“Não sei dizer como seria se o Cleiton estivesse comigo, mas é fato que não entrei com a mesma concentração. Tive que treinar sozinho e comprar ingresso para o Cleiton ficar na arquibancada. Não tive praticamente contato com o técnico que colocaram, só ouvia as instruções da arquibancada. Torço para que as coisas se acertem e que tudo seja mais calmo no caminho até o Japão”, disse.

Além do desejo por um futuro menos nebuloso na confederação, Maicon torce para que o taekwondo ganhe visibilidade e incentivo. “Eu torço e acredito que o taekwondo irá alcançar maior visibilidade a partir dessa medalha de bronze. Para os Jogos do Rio, nós contamos com apoio e patrocínio. Seria interessante que esse apoio continuasse e tivéssemos ainda mais espaço na mídia. Assim, tenho a certeza de que coisas boas virão”, ressaltou.

No Rio, a medalha de Maicon saiu praticamente junta com o ouro do futebol masculino. Porém, os poucos holofotes no momento da conquista foram encarados com normalidade pelo atleta.

“No dia, até eu estava acompanhando a decisão do futebol, queria saber como estava. É normal. O brasileiro é apaixonado por futebol e a conquista do ouro também era algo inédito. A alegria foi tão grande pela medalha, pelo apoio de quem foi ao Riocentro, que não tenho nada a lamentar”, finalizou.

Reportagem de Antonio Júnior

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