Caso Victor Ramos: Internacional se complica e pode até ser excluído da Série B

STJD denunciou o clube após concluir adulteração nos e-mails utilizados para comprovar a escalação irregular do zagueiro, que atuava pelo Vitória

Por O Dia

Porto Alegre - O caso Victor Ramos ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. O STJD divulgou o desfecho do inquérito sobre os documentos apresentados pelo Internacional-RS para questionar a escalação do atleta e soliticou a denúncia do clube gaúcho. A investigação concluiu que o Colorado não foi o responsável por produzir os documentos falsos, mas usou a informações para tentar comprovar que o Vitória escalou o zagueiro de forma irregular no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Caso Victor Ramos pode complicar o Inter-RSFrancisco Galvão / EC Vitória

O relator Mauro Marcelo pede que o Inter seja denunciado em três artigos do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) e mais um código da Fifa. Caso a procuradoria do STJD acate o pedido e o clube seja julgado culpado, o mesmo poderá até ser excluído de competições, ser impedido de fazer transferências e receber uma multa.

O caso ainda pode ter um desfecho ainda mais complicado para o Internacional, caso seja julgado ainda esse ano. O time poderá ser excluído da disputa da Série B do Brasileirão ou da Copa do Brasil, duas competições que participa no momento.

Este inquérito foi aberto pelo STJD no ano passado, quando a Confederação Brasileira de Futebol acusou adulterações em documentos usados pelo Inter para questionar a escalação de Victor Ramos. Na argumentação, o Colorado ainda utilizou uma troca de e-mails referente a inscrição do jogador, que chegou ao Vitória por empréstimo do Monterrey, do México.

ENTENDA O CASO

Tentando se livrar da disputa da Série B, o Internacional questionou a inscrição do zagueiro Victor Ramos pelo Vitória no Campeonato Brasileiro do ano passado. O clube acusou os bainos de terem feito uma transferência irregular do atleta. O Colorado chegou a pedir um julgamento no STJD, mas o caso foi arquivado.

Na argumentação, o Inter utilizou e-mails referentes à inscrição do jogador. Entretanto, a CBF encontrou adulterações nos documentos utilizados pelo Inter no questionamento, que acabou levado ao Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, que julgou não ser o órgão competente a cuidar do caso.

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