Vagner Mancini dá voto de confiança ao time titular do Botafogo

Por enquanto, técnico mantém formação que perdeu na estreia

Por O Dia

Rio - Uma derrota sofrível na estreia no Brasileiro não foi suficiente para fazer Vagner Mancini mudar o time do Botafogo. Pelo menos por enquanto. No primeiro treinamento dos titulares visando ao jogo contra o Internacional, o treinador manteve os 11 que levaram 3 a 0 do São Paulo e do San Lorenzo, na despedida da Libertadores.

Vagner Mancini tenta achar a formação ideal para o jogo contra o InternacionalDivulgação

A ausência de Sheik na primeira equipe tem uma explicação. O atacante ainda não foi inscrito, mas a expectativa é que a situação seja resolvida nesta quinta-feira, ou, no mais tardar, sexta-feira. Liberado, Emerson deve assegurar uma vaga cativa entre os titulares.

Já Zeballos, melhor jogador em campo pelo Alvinegro no Morumbi, ainda precisa mostrar mais para convencer Mancini. O paraguaio foi contratado para atuar na Libertadores, mas acabou não participando da competição porque o Glorioso foi eliminado na primeira fase. Nos treinos e contra o São Paulo, ele já mostrou que tem mais capacidade técnica que Wallyson e Ferreyra. Resta, agora, esperar que o novo técnico lhe dê a oportunidade de começar uma partida.

Nesta quinta e sexta, a tendência é que Vagner Mancini realize novos treinos coletivos para preparar o Botafogo para o confronto com o forte Internacional, domingo, no Maracanã. Os alvinegros torcem por mudanças na equipe titular, que não joga bem há tempos e não vence desde o dia 18 de março, quando passou pelo Independiente del Valle por 1 a 0.
Nos últimos três jogos, foram três derrotas com sete gols sofridos e nenhum marcado. O ataque, que encheu a torcida de esperança no início da Libertadores, tornou-se inoperante e o meio-campo segue sem criatividade.

Ou Vagner Mancini dá uma injeção de ânimo capaz de fazer os titulares esquecerem os salários atrasados e desempenharem um bom futebol ou o Botafogo vai penar até a pausa do Brasileirão para a disputa da Copa do Mundo. A formação idealizada por Eduardo Hungaro no começo do ano está enferrujada. O time não cria e, mesmo assim, fica exposto aos ataques dos adversários.