Dudu vê Botafogo com grande chances no G-6 e condena falta de Rafael Carioca

Volante enxerga Alvinegro com chances de brigar no alto da tabela, reclama de lance em cima de Neilton e se anima com Libertadores

Por O Dia

Rio - Foram necessários 13 jogos, mas Dudu Cearense finalmente sentiu o gostinho de marcar um gol com a camisa do Botafogo. E que gol. No domingo, o volante acabou como herói ao fazer o terceiro tento na vitória do Alvinegro por 3 a 2 sobre o Atlético-MG na Arena. E o terceiro triunfo consecutivo e com o Glorioso consolidado na 5ª posição, Dudu vê o céu como limite para a equipe de General Severiano na temporada.

"Eu não tinha pressa para fazer o gol. Graças a Deus apareceu no melhor momento e ajudou na vitória. Foi maravilhoso. O céu é o limite. Abriram as porta para nós, e a gente quer entrar e não sair mais. Mas não podemos nos empolgar demais. Temos que manter os pés no chão. Sabemos das nossas limitações, e não podemos perder nossa essência de superação. Quem sabe podemos chegar ao G-3 ou ao vice-campeonato? Título está mais difícil, mas enquanto tivermos 0,01% de chance, vamos lutar", afirmou Dudu em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

Dudu Cearense vê o céu como limite para o Botafogo no BrasileirãoVitor Silva / SS Press

Não foi só de coisas boas que Dudu Cearense falou em General Severiano. O volante fez questão de demonstrar sua indignação com a marcação do árbitro Wagner Renway em lance que para o jogador Neilton acabou sendo agredido por Rafael Carioca, que foi punido apenas com o cartão amarelo.

"Lá fora se fala pouco e trabalha mais. Aqui no Brasil, se você dá uma chegada mais forte no treino, o colega quer brigar contigo. É normal. Mas teve um lance ontem, do Rafael Carioca no Neilton, que eu não gostei. Para mim não é futebol. Carrinho faz parte. Mas ali não existe. A arbitragem errou", reclamou.

De volta ao assunto Libertadores, Dudu Cearense se mostrou ansioso pela disputa de sua primeira competição continental na carreira. Com sete anos de experiênca na Champions League, com a camisa do CSKA, da Rússia, o volante não vê a hora de entrar em campo no maior torneio sul-americano.

"Se vier, a vaga na Libertadores terá um sabor de conquista, sem duvida. Não só para nós, mas também para o clube e para a torcida. Já joguei a Champions League, mas não a Libertadores. É um objetivo que eu tenho."