Dorival Júnior não se intimida com o tempo feio no Fluminense

No primeiro dia no clube, treinador chega confiante na luta contra degola

Por O Dia

Rio - Última cartada do presidente Peter Siemsen na tentativa de livrar o Fluminense da queda para a Série B do Brasileiro, Dorival Júnior chegou consciente dos riscos envolvidos na complicada missão, mas não teme o maior desafio de sua carreira. Sem qualquer garantia de que permanecerá no cargo em 2014, ele assinou contrato até o fim de dezembro e mantém o foco nas cinco partidas que terá pela frente para mudar o destino da equipe, 18ª colocada (com 36 pontos) na competição.

Dorival comandou primeiro treino no FluMárcio Mercante / Agência O Dia

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Destemido, o substituto de Vanderlei Luxemburgo não se intimidou com os raios que cortaram o céu durante o temporal que marcou seu primeiro dia de trabalho na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Urca.

“A necessidade do Fluminense está à frente de tudo. Graças a Deus, aprendi a não fugir dos desafios. O convite foi feito após a saída do Vanderlei (Luxemburgo) e resolvi aceitar, pois acredito e confio que posso ajudar a mudar essa incômoda situação”, afirmou Dorival Júnior.

Depois de uma rápida negociação, Dorival Júnior desembarcou no Rio na manhã de ontem para acertar os últimos detalhes de seu curto contrato. À tarde, ele foi oficialmente apresentado ao grupo nas Laranjeiras. O encontro gerou um pequeno atraso no início do treino marcado para a Urca. O ônibus tricolor chegou ao local quase uma hora depois do horário previsto. Sem tempo a perder, o novo comandante colocou suas ideias em práticas e promoveu mudanças na formação e na escalação.

Com problemas nas laterais, testou o esquema 3-4-3 com a seguinte escalação: Diego Cavalieri, Igor Julião, Gum, Leandro Euzébio e Anderson; Jean, Rafinha e Wagner; Samuel, Rafael Sóbis e Marcos Júnior.

“Estamos com dificuldade nas laterais. Liberaremos os meias e os atacantes. Esse é o objetivo principal dessa formação. O zagueiro (Digão) terá terá a função de lateral”, disse Dorival.

‘NADA ME PRENDE AO FUTURO AQUI’

Depois de comandar Flamengo e Vasco em 2013, Dorival Júnior não acreditava que voltaria a trabalhar no Rio tão cedo. Com a missão de livrar o Fluminense da degola, o técnico falou sobre a responsabilidade de sua nova missão.

O DIA: Apesar do curto contrato, você tem garantias de que seguirá no cargo em 2014?

Dorival: Não tem garantia de permanência, vim pra estes cinco jogos, sem problema algum, nada me prende ao futuro aqui, é um momento importante do clube, pra mim profissionalmente, espero poder ajudar, estou acreditando e o Flu tem condições de reverter essa situação.<QA0>

O Dia: Os muros das Laranjeiras amanheceram pichados com os dizeres ‘técnico de segunda’. Você teme essa pressão?

Dorival: Não vejo problema algum. Joguei Segunda Divisão com muito prazer, também joguei na Primeira. O Fluminense tem de ser colocado acima de tudo. Temos de fazer o melhor para conseguir um objetivo maior.

O Dia: Você foi demitido do Vasco pela crise causada pela entrada da equipe na zona da degola. É possível traçar um paralelo com a situação do Flu?

Dorival: Não vejo paralelo. Estava numa situação desconfortável no clube anterior. Vanderlei tentou de todas as formas a recuperação. Espero que tenhamos sucesso para que o próprio trabalho iniciado pelo Vanderlei possa ter resultado até o fim do Brasileiro.