Amigo de Rivelino e Romerito, Fágner já percorreu o Brasil pelo Fluminense

Cantor já viajou com a delegação tricolor na época da Máquina comandanda por Rivelino e Paulo César Caju nos anos 70

Por O Dia

Ceará - Não seria exagero dizer que Fágner migrou do Ceará para o Rio de Janeiro por conta de dois amores: a música e o Fluminense. Desde pequeno, ele sempre foi apaixonado pelo Tricolor. Colecionava figurinhas do seu primeiro ídolo, Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, que iniciou sua trajetória no futebol pelo clube das Laranjeiras.

Nos anos 70 e 80, quando já era um cantor respeitado em todo país, Fágner se aproximou de dois dos maiores ídolos da história do Flu: Rivelino e Romerito. Com o camisa 10 da Máquinha, o músico chegou até mesmo a viajar em escursão a sua terra natal para acompanhar a grande equipe tricolor de 1975 e 1976.

Sobre o atual momento do Flu, o cantor se mostra otimista com a fuga do rebaixamento e já projeta um 2014 glorioso com a volta do ídolo argentino Dario Conca. Confira a entrevista:

Fágner com o elenco do Fluminense em 2011Divulgação

O Dia: Você se tornou Fluminense a partir de qual momento na sua vida?

Fágner: Eu comecei a torcer quando morava em Brasília, em 1970. Desde pequeno era já tinha simpatia com o Fluminense porque eu adorava o Carlos Alberto Torres, cheguei a colecionar figurinhas, mas de fato quando eu vim para Brasília comecei a assistir mais televisão e passei a acompanhar melhor o Fluminense.

O Dia: Qual foi a primeira partida do Flu que acompanhou no estádio?

Fágner: Não tenho noção exatada da data, se foi em 1971 ou em 1972. Foi um jogo contra o Palmeiras. Eu fui para comentar a partida com um radialista de uma emissora do Ceará.

O Dia: Qual sua equipe do Flu inesquecível?

Fágner: Acredito que a Máquinha. Era uma equipe fantástica tinha jogadores como Rivelino, Paulo César Caju. O Fluminense também teve outros grandes times, principalmente nos anos 70 e 80.

O Dia: Qual jogador do Fluminense que você considera o seu maior ídolo?

Fágner: Rivelino e Romerito, mas o Riva era coisa de maluco. Curiosamente são dois amigos meus. O Rivelino é um grande amigo de anos e eu fui patrinho de casamento de Romerito.

O Dia: Você é amigo do Rivelino, inclusive participou de uma viagem do Flu nos anos 70. Como aconteceu?

Fágner: Nossa amizade começou no Rio de Janeiro, quando ele chegou ao Flu. Fui apresentado a ele por um jornalista e nós ficamos amigos muito facilmente. Passamos a frequentar um a casa do outro. Em 1976, o Flu veio fazer uma escursão no Ceará para enfrentar o Fortaleza, ai eu fui junto da delegação. Me enrolei um pouco na torcida porque sou do Ceará, foi um momento marcante.

O Dia: Como você vê o atual momento do Fluminense, acredita que o Tricolor consegue fugir do rebaixamento?

Fágner: O atual momento é muito complicado. Anos passado, nós fomos campeões e por isso ninguém esperava que acontecesse de brigar para não cair nesse ano. Espero que não seja rebaixado, porque voltar para a Segunda Divisão seria péssimo. Mas creio que não vamos cair. Acho que essa situação aconteceu porque a equipe perdeu a caracterísitca dela sem o Nem, sem o Abel, até mesmo sem o Thiano Neves, além da lesão do Fred. Perdemos a identidade daquele time campeão.

O Dia: Você acha que o retorno de Conca vai ser positivo para o Flu?

Fágner: Acho esse retorno do Conca muito bom para o Fluminense. Ele vem para preencher essa lacuna que está faltando na atual equipe. Ele junto com o Fred podem ser as referências para conseguirmos montar junto a essa base de qualidade uma bela equipe em 2014.