Fluminense diz que prisão de funcionários na Operação Limpidus é 'arbitrária'

Assessor da presidência e gerente do clube foram presos nesta segunda

Por O Dia

Rio - Poucas horas após a prisão de dois funcionários do Fluminense, a diretoria do clube tricolor criticou nesta segunda-feira a ação da polícia e afirmou que as detenções foram "arbitrárias". Filipe Dias, gerente de Operações de Jogos e Arenas, e Artur Mahmoud, assessor de imprensa da presidência, foram presos na segunda fase da Operação Limpidus, no Rio de Janeiro.

Presidente do Fluminense Pedro Abad prestou depoimento na Cidade da PolíciaSeverino Silva / Agência O Dia

A Operação Limpidus, agora em sua segunda fase, investiga o repasse de ingressos pelos clubes para as suas Torcidas organizadas, algumas delas hoje banidas dos estádios por decisões da Justiça. A operação vem sendo realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil.

As autoridades não revelaram maiores detalhes sobre as acusações que recaem sobre os dois funcionários do Fluminense. Em nota oficial, o clube criticou a ação e afirmou que ambos já haviam dado os devidos esclarecimentos como testemunhas.

"O Fluminense Football Club afirma que confia na correção dos seus funcionários. Eles já prestaram todos os esclarecimentos quando chamados a depor como testemunhas. O clube considera as prisões desnecessárias e arbitrárias e reafirma que vai seguir auxiliando nas investigações da Polícia Civil e do Ministério Público", informou o clube, na nota.

Nesta segunda-feira, também foram presos o presidente da torcida organizada Raça Fla, Alesson Galbão de Souza, e o chefe da Imply, empresa responsável pela confecção de ingressos, Leandro Schilling. Ao todo, foram expedidos 14 mandados pelo juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos do Rio. Destes, cinco são para acusados já presos na primeira fase da operação.

Na primeira etapa da operação, vários dirigentes como Pedro Abad, presidente do Fluminense, Eurico Brandão, o Euriquinho, vice-presidente de futebol do Vasco, e Anderson Simões, vice-presidente de estádios do Botafogo, haviam prestado depoimentos. Além disso, líderes das torcidas organizadas Young Flu e Força Flu haviam sido detidos pela polícia.