No 1º dia da ginástica, Zanetti brilha nas argolas e Hypolito emociona no solo

Brasil fez ótimas apresentações e terminou a sequência da divisão 1 na segunda colocação, atrás apenas do Japão

Por O Dia

Rio - O dia foi de estreia na ginástica artística, na Olimpíada do Rio, e o Brasil fez ótimas apresentações, regadas à muita emoção. Com show de Arthur Zanetti nas argolas e o choro de felicidade de Diego Hypolito no solo, o time brasileiro ficou na segunda colocação geral por equipes da divisão 1, com 269,078 pontos, atrás apenas do Japão. Além disso, Sergio Sasaki terminou na terceira posição na classificação geral, e Arthur Mariano em quarto. As outras duas divisões se apresentam ainda neste sábado, para definir as classificações definitivamente.

Arthur Zanetti brilhou nas argolas%2C na estreia no RioMarcio Fernandes / Estadão / NOPP

Por enquanto, na classificação por aparelhos, Diego Hypolito ficou na segunda colocação no solo, atrás apenas do japonês Kohei Uchimura. Arthur Zanetti, campeão olímpico em Londres-2012, também ficou na vice-liderança das argolas. No salto, Sasaki ocupa a terceira colocação. Já na barra fixa, Francisco Barreto assumiu a segunda posição. No cavalo com alças, o melhor brasileiro é Sasaki, em quarto lugar, enquanto nas barras paralelas, Arthur Mariano é o sétimo. Em cada aparelho, os oito primeiros se classificam para as finais.

A competição

O Brasil começou competindo nas argolas e não houve nenhuma surpresa: Arthur Zanetti levantou a torcida e mostrou que por que é um dos favoritos ao ouro na modalidade. Com uma saída cravada, fez 15,533 e garantiu a maior nota brasileira. Francisco Barreto também teve uma boa passagem e ganhou 14,200. Sergio Sasaki acertou 14,133, enquanto Arthur Mariano não fez uma aterrissagem perfeita e ficou apenas com 14,033.

Na sequência, os brasileiros competiram no salto. Diego Hypolito abriu a disputa e também não decepcionou - saltou cravado e aterrissou bem. A apresentação lhe rendeu uma nota 14,816. Mas não foi dele a maior nota na modalidade. Arthur Mariano fez bonito e ganhou um 15,100 dos jurados, enquanto Sergio Sasaki, que guardou o salto mais difícil para a final, fez 15,266. A menor nota foi de Francisco Barreto, que fez apenas 14,200.

Diego Hypolito se emocionou após sua apresentaçãoMarcio Fernandes / Estadão / NOPP

Nas barras paralelas, o Brasil optou por competir apenas com três atletas - com isso, não há nota de corte para o país no aparelho. Arthur Mariano foi bem, mas a principal conquista foi pessoal: quebrou seu próprio recorde, ganhando 14,933 dos jurados. Francisco, bronze na Copa do Mundo de 2015 no aparelho, fez uma apresentação difícil e conquistou 14,900. Sergio Sasaki foi o melhor brasileiro e recebeu 14,933.

Francisco Barreto foi o destaque na barra fixa. Ele, que havia caído no Mundial do ano passado, fez uma apresentação muito boa, que valeu 15,266 para os jurados. Sasaki também brilhou e fez 14,833, enquanto Arthur Mariano recebeu 14,766.

A apresentação mais emocionante do dia ficou por conta de Diego Hypolito. Bicampeão mundial no solo, o atleta não conteve as lágrimas ao finalizar a prova, que lhe rendeu a nota 15,500 e uma festa incontrolável da torcida presente no ginásio. Arthur Mariano também não ficou atrás no quesito bom desempenho - recebeu 15,200 dos jurados. Sasaki ganhou 14,900, enquanto Francisco não foi bem, pisou fora e não cravou as chegadas, ganhando apenas 13,433.

As boas apresentações no solo colocaram o Brasil na primeira colocação geral, com um somatório de 224,279 pontos. No cavalo com alças, último aparelho e sem notas de descarte, Arthur Mariano abriu com uma boa sequência e nota 14,433. Francisco também não decepcionou e cravou 14,533. Último a competir, Sasaki brilhou e recebeu 14,833.

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