Silêncio no Vasco após mais um vexame

Diretoria fecha a sede no feriado, mas torcida cobra empenho

Por O Dia

Rio - No dia seguinte a segunda derrota seguida por três gols de diferença no Campeonato Brasileiro, a diretoria do Vasco aproveitou o feriado de ontem para fechar a sede do clube e adotar a lei do silêncio. Mesmo assim, pequeno grupo de torcedores demonstrou indignação com a péssima campanha do time na competição e, do lado de fora de São Januário, cobrou mais empenho dos jogadores.

Vasco vive momento complicado no BrasileiroAndré Mourão

Afinal, nem o mais pessimista vascaíno poderia imaginar que o atual campeão carioca chegaria a quinta rodada do Brasileirão sem conquistar uma vitória sequer e na zona de rebaixamento. Os números são assustadores.

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Em 18º lugar, com três pontos, o Vasco tem apenas 20% de aproveitamento em cinco rodadas e o pior ataque da competição, com um gol. Para piorar, tem faltado equilíbrio emocional. Só isso explica, por exemplo, a reação do lateral Christianno às vaias que ecoaram pela Colina após o duelo contra a Ponte Preta.

Nervoso, ele colocou o dedo indicador na boca e pediu para a torcida se calar. Destempero compatível com os 21 cartões amarelos e dois vermelhos que o Vasco levou em cinco jogos. “Temos que conversar e orientar. Cartão por reclamação é inadmissível. É preciso ter controle do emocional”, ressaltou o técnico Doriva, que terá três desfalques amanhã, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada: Gilberto e Jordi, expulsos, além de Guiñazu, que levou o terceiro cartão amarelo.