ISE estimula o avanço da gestão das empresas

Índice de Sustentabilidade Empresarial reúne 40 empresas que comprovaram práticas de gestão sustentáveis

Por O Dia

Prestes a completar uma década de existência, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), negociado na BM&FBovespa, ganha cada vez mais importância à medida que se consolida como referencial para os investidores interessados em alocar os recursos em empresas cuja governança seja baseada em boas práticas de sustentabilidade. No entanto, ele ainda apresenta um desempenho bem distante do principal referencial da Bolsa, o Ibovespa. No ano até ontem, o ISE acumula alta de 7,86%, ante avanço de 16,14% do Ibovespa.

De acordo com a presidente do Conselho Deliberativo do ISE e diretora de imprensa e sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto, o objetivo do índice não é se tornar um concorrente do Ibovespa, pelo contrário, a ideia é que, com a conscientização cada vez maior nesta questão, não seja necessário um índice para diferenciar as empresas. “Nosso sonho é de que o índice de sustentabilidade não precise existir à medida que as variáveis de sustentabilidade soócioambientais e de governança se unam com as variáveis econômicas e que exista um único índice que incorpore tudo”, avalia. Enquanto isso não acontece, Sonia destaca que o ISE está se tornando um instrumento de gestão para as empresas na questão da sustentabilidade.

A Duratex é exemplo disso. Ao solicitar a entrada no índice em 2005 e não ser aprovada, a companhia passou por uma reestruturação que durou dois anos. Todos os processos de gestão foram formalizados. "Fomos provocados pelas demandas, rediscutimos toda a estrutura de governança e entramos no ISE em 2007. É importante fazer parte do índice, uma vez que já existem no Brasil muitos fundos de investimento dedicados à questão da sustentabilidade. Além disso, uma gestão organizada, que visa o médio e longo prazo, reflete ainda em uma boa receptividade nas agências de fomento, como o BNDES, por exemplo", disse o Gerente Executivo de Relações com Investidores da companhia, Álvaro Penteado

Para fazer parte do ISE, as companhias devem estar listadas na Bovespa e os papéis precisam figurar entre os 200 ativos mais líquidos da bolsa. O processo de seleção é feito por meio de um questionário formulado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). O formulário tem como objetivo avaliar a sustentabilidade não somente do quesito ambiental, mas das dimensões econômica, de governança, geral e social. E, por último, passar por avaliação do conselho, que opina sobre a formação da carteira, que engloba até 40 empresas.

O grupo AES, com atuação no setor de energia, tem duas companhias no ISE - a Eletropaulo entrou em 2005 e a Tietê em 2007. O objetivo, de acordo com a Gerente de Sustentabilidade do grupo, Luciana Alvarez, é chancelar a transparência e a ética que balizam a administração das companhias. "Além de atrair investimentos, isso gera valor para os fornecedores, colaboradores e clientes", afirmou Gerente de Sustentabilidade do grupo AES Brasil, Luciana Alvarez

Segundo Sonia, da BM&FBovespa, a próxima carteira do ISE, que irá vigorar a partir de janeiro de 2015, deve ser conhecida no final de novembro.

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