Israelenses e palestinos voltarão a negociar, apesar de divergências

Barack Obama e John Kerry discutirão futuro do processo de paz, a três semanas para o fim do prazo para o diálogo entre israelenses e palestinos

Por O Dia

Ramallah - As reuniões entre negociadores israelenses e palestinos sob mediação dos Estados Unidos vão continuar esta semana, apesar das divergências entre as partes, indicaram fontes nesta terça-feira.

O presidente americano Barack Obama e seu secretário de Estado John Kerry vão abordar nesta terça-feira o futuro do processo de paz israelense-palestiniano, a três semanas para o fim do prazo de nove meses de diálogo estabelecido em julho.

"Ainda existem diferenças entre as posições israelenses e palestinos, e a parte americana tem trabalhado duro para superar essas dificuldades", disse à AFP uma fonte palestina próxima ao caso, após a realização de uma reunião tripartida à noite.

As negociações, realizadas sob a égide do enviado americano Martin Indyk, serão retomadas após a reunião da Liga Árabe na quarta-feira sobre o processo de paz, acrescentou a mesma fonte.

Uma autoridade dos Estados Unidos que pediu anonimato indicou que "intensos esforços para mitigar as divergências" têm sido feitos.

"As diferenças persistem, mas os dois lados estão empenhados em reduzi-las", afirmou.

O debate centra-se sobre as condições de uma extensão das negociações para além do dia 29 de abril.

"Israel tem nos pressionado para que nós voltemos atrás em nossa decisão de aderir a convenções da ONU", declarou a rádio oficial Voz da Palestina Wasel Abu Yussef, membro do comitê executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP).

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu em um comunicado à rádio militar que "se faça todo o possível para continuar as negociações", e considerou que era "muito cedo para recitar o Kadish" (a oração judaica para os mortos) pelo processo de paz.

O governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se recusou a libertar em 29 de março o quarto e último contingente de prisioneiros palestinos, mas pediu o prosseguimento das negociações.

O presidente palestino Mahmud Abbas respondeu assinando a pedidos de adesão da Palestina a 15 convenções e tratados internacionais

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