Argentina voltará a se reunir em 11 de julho com mediador sobre dívida

Representantes do governo argentino continuarão negociando com Daniel Pollack na sexta. Na segunda, o país exigiu a suspensão da sentença da Suprema Corte dos EUA

Por marta.valim

Representantes do governo argentino voltarão a se reunir no dia 11 de julho com o mediador judicial designado pelo juiz de Nova York, Thomas Griesa, anunciou nesta terça-feira o chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, em uma coletiva de imprensa.

Uma comitiva argentina liderada pelo ministro da Economia, Axel Kicillof, se reuniu na segunda-feira com o mediador Daniel Pollack para "expor em detalhes a situação argentina" em relação à decisão de Griesa que obriga a pagar 1,33 bilhão de dólares a fundos especulativos por bônus em default.

"A reunião foi longa e (nela) foi possível identificar claramente os problemas, enquanto foi acordada a continuação da reunião para sexta-feira, 11 de julho", disse Capitanich.

O governo argentino ratificou diante de Pollack "que assume as responsabilidades financeiras", mas que "é imprescindível a reposição do stay (medida cautelar) aos efeitos de gerar condições aceitáveis de negociação para 100% dos detentores de bônus", disse.

A Argentina exigiu na segunda-feira uma medida suspensiva da sentença para continuar com os pagamentos aos credores que aceitaram as permutas de 2005 e 2010.

Griesa determinou em sua sentença que a Argentina não poder fazer novos pagamentos a esses credores que participam da reestruturação da dívida (93%) até que pague também os fundos especulativos que buscaram ressarcimento nos tribunais (esses fundos integram os 7% restantes de credores que não aceitaram a renegociação dos títulos).

Segundo uma nota divulgada na segunda-feira, Kicillof declarou que a sentença de Griesa, "tal como se interpreta, seria de impossível cumprimento".

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