Contra tortura, ativistas lembram 43 estudantes desaparecidos no México

Jovens foram atacados e sequestrados pela polícia, em Guerrero, quando estavam a caminho de uma manifestação

Por O Dia

Alemanha - Ativistas da Anistia Internacional aproveitaram a visita do presidente mexicano Enrique Peña Nieto a Berlim, na Alemanha, nesta terça-feira, para protestarem contra a tortura e os constantes desaparecimentos no México. "Onde estão os 43 estudantes?", questionam exigindo um posicionamento do presidente. Cartazes com imagens dos jovens que sumiram em 2014 no estado mexicano de Guerrero foram vistos.

Em Berlim%2C na Alemanha%2C ativistas protestam contra desaparecimento de estudantes mexicanos EFE

Os jovens desapareceram na madrugada de 26 de setembro de 2014 quando seguiam de ônibus de Iguala para a cidade vizinha Ayotzinapa. Primeiramente, autoridades afirmaram que um cartel de narcotraficantes havia assassinado os estudantes e incinerado seus corpos em um depósito de lixo.

No entanto, uma investigação independente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) levantou outros aspectos sobre o caso, como corrupção policial e do governo, que tentou encobrir o crime. Os 43 sumiram após serem abordados pela polícia de Iguala, a caminho de uma manifestação contra o governo. No episódio, 25 ficaram feridos e 46 detidos.

No dia 15 de dezembro de 2015, autoridades mexicanas disseram que encontraram 19 corpos enterrados em uma cova clandestina num povoado do estado de Guerrero, onde os 43 estudantes foram atacados e sequestrados por policiais ligados a criminosos. O estado é um dos mais perigosos do México, onde mais de uma dezena de grupos lutam para controlar os cultivos de papoula, base da heroína, e se registram assassinatos, sequestros e desaparições.

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