Vice faz diferente de Trump e vence debate contra democrata de Hillary

Nos Estados Unidos, candidatos a vice saem da sombra dos postulantes à Presidência e têm o próprio embate. Diferença foi de 6% de aprovação

Por O Dia

Estados Unidos - Ao contrário do debate entre os candidatos à Casa Branca, o primeiro confronto televisivo entre os vices de Hillary Clinton e Donald Trump teve vitória republicana. Segundo uma pesquisa da emissora "CNN", o governador de Indiana, Mike Pence, companheiro de chapa do magnata, foi considerado ganhador do embate por 48% dos entrevistados. Outros 42% preferiram o desempenho do senador pela Virgínia Tim Kaine, vice da ex-secretária de Estado.

Saindo pela primeira vez da sombra dos postulantes à Presidência, os dois defenderam seus candidatos, e Pence, que tinha a dura tarefa de estancar a queda de Trump nas sondagens, conseguiu ter uma performance segura, mantendo a calma diante das constantes interrupções de um Kaine agressivo.

Republicano Mike Pence (à direita)teve desempenho melhor que do democrata Tim Kaine (à esquerda) em debate nos EUA%2C segundo pesquisa EFE

A situação foi inversa à do debate de 26 de setembro, quando o magnata parecia muito mais tenso do que Hillary. O democrata tentou apresentar Trump como um presidente "assustador" e vangloriou-se de sua experiência para dizer que está preparado para o cargo.

Ressaltando que sua candidata está "fazendo história", Kaine destacou as ofensas do bilionário a negros, mulheres e mexicanos. Pence, por sua vez, afirmou que nenhuma polêmica do republicano se compara à declaração de Hillary de que metade dos eleitores do rival pertence a um "grupo de deploráveis".

Além disso, o governador de Indiana acusou a ex-secretária de Estado, a quem chamou de "arquiteta da política externa" de Barack Obama, pelo caos no Oriente Médio, sugerindo que a atual crise na síria é fruto de uma postura "frágil e fracassada" da administração democrata.

Pence também disse que a Casa Branca deixou espaço para as agressões russas na Ucrânia e propôs realizar ataques militares na Síria se Moscou não retroceder em seus bombardeios, uma posição que até agora nem Trump assumiu.

Kaine não deixou por menos e criticou o magnata pelos seus recorrentes elogios a Vladimir Putin e o acusou de ter negócios com oligarcas próximos ao presidente da Rússia.

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