Por thiago.antunes
Rio - Sabe a girafa no zoológico? Corra para vê-la, porque num futuro próximo ela pode deixar de existir. Em uma nova revisão da Lista Vermelha de espécies ameaçadas, elaborada pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN), a girafa, o mais alto mamífero terrestre no planeta, foi considerado ameaçado de extinção.
A caça ilegal desenfreada e o avanço do homem contra seu habitat são as causas principais da mortandade. De acordo com a organização, que divulgou o relatório nesta quinta, durante a 13ª Conferência da Biodiversidade da ONU, em Cancun, a espécie (Giraffa camelopardalis), antes classificada como de “preocupação menor”, passou a “vulnerável” após sofrer uma redução populacional estimada entre 36% e 40% entre 1985 a 2015. 
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Esta é a terceira categoria mais ameaçada, abaixo apenas de “em perigo” e “em perigo crítico”. A IUCN também classifica animais já extintos na natureza e totalmente extintos.
“Enquanto o mundo dava mais atenção a elefantes e a rinocerontes, girafas ficaram fora desse radar. Registramos queda acentuada”, alerta Liz Bennett, da Sociedade para Conservação da Vida Selvagem, em entrevista ao ‘New York Times’. “Temos de começar a agir para salvá-las imediatamente.”
Se há 21 anos a estimativa era de existirem em torno de 160 mil indivíduos na natureza, espalhados entre o sul e o leste da África, com algumas populações isoladas nas regiões oeste e central do continente, hoje são pouco mais de 97 mil, segundo cálculos da IUCN.
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De acordo com a organização, as girafas vêm sofrendo com o aumento da população humana nessas regiões, em especial por causa do crescimento da caça ilegal. Mais gente também representa um aumento da perda de habitat por expansão da agricultura e de mineração. Conflitos civis, comuns na África, também acabam impactando a vida selvagem.
Aves também ameaçadas
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A IUCN avaliou ainda o riscos a cerca de 700 espécies de aves recém-descobertas no mundo e concluiu que 11% delas já estão ameaçadas de extinção. “Muitas espécies estão desaparecendo antes mesmo que consigamos descrevê-las”, afirmou Inger Andersen, diretora-geral da IUCN, em nota.