Noruegueses são os mais felizes

Ranking da ONU traz mudança no topo; Brasil cai e agora aparece em 22º, entre 155 países

Por O Dia

Nova York - O Brasil foi eleito o 22º país mais feliz do mundo, de acordo com o ‘Relatório Mundial da Felicidade 2017’, divulgado nesta segunda-feira. A lista, com 155 nações, foi elaborada pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU, coincidindo com o Dia Internacional da Felicidade.

No primeiro lugar está a Noruega, que desbancou a Dinamarca. Entre os latino-americanos, o primeiro lugar ficou com a Costa Rica, que ficou em 11º na classificação mundial.

O informe combina seis fatores: PIB per capita, expectativa de vida saudável, apoio social (ter alguém em quem confiar em momentos difíceis), ausência de corrupção no governo e nas empresas, liberdade social e generosidade (medida por doações recentes).

Família em Lofoten%3A senso de comunidade na Noruega é destaqueEfe

“O que importa é o ser humano. Se a riqueza dificulta os relacionamentos frequentes e confiáveis entre pessoas, será que vale a pena tê-la?”, perguntou John Helliwell, autor principal do estudo e economista na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. “O lado material pode acabar atrapalhando o lado humano.”

O relatório avalia as mudanças ocorridas entre os períodos de 2005 a 2007 e de 2014 a 2016 para 126 países. Segundo estes cálculos, as nações que melhoraram seus índices são maioria na América Latina e no Caribe. A Nicarágua é o estado que mais avançou desde 2005, com um aumento de 1,364 pontos.

A maior parte dos Estados da América do Sul conseguiu aumentar seus índices de felicidade em 12 anos, tendência que contrasta com a baixa da Venezuela, país que mais piorou.

No mesmo período, os indicadores de felicidade se estagnaram ou diminuíram relativamente na América Central, e paradoxalmente, o país melhor qualificado no continente, Costa Rica, foi o que mais piorou em 12 anos em sua região. No outro extremo, os 10 países mais infelizes do mundo são: República Centro-Africana, Burundi, Tanzânia, Síria, Ruanda, Togo, Guiné, Libéria, Sudão do Sul e Iêmen.

Gangorra

O Brasil oscila: em 2012, aparecia em 25º; subiu para 24º (2013), saltou para 16º (2015), recuou para 17º (2016) e caiu para 22º.

Chile lidera

No ranking atual, na América do Sul, o Brasil está atrás do Chile (20º). Depois vêm Argentina (24º), Uruguai (28º), Colômbia (36º), Equador (44º), Bolívia (58º), Peru (63º), Paraguai (70º) e Venezuela (82º).

Frio em comum

Nações escandinavas e a Suíça sempre aparecem no topo. Holanda e Canadá foram intrusos nas duas primeiras edições do relatório.

Efeito Trump

Os Estados Unidos nunca estiveram entre os dez mais e vêm caindo — estão em 14º. Sachs credita a queda à desigualdade, à desconfiança e à corrupção. E avisa: as medidas que o presidente Donald Trump quer implantar vão piorar as coisas. “Acho que tudo que tem sido proposto vai na direção errada”, afirmou.

-  Ranking

1º Noruega

2º Dinamarca

3º Islândia

4º Suíça

5º Finlândia 

6º Holanda

7º Canadá

8º Nova Zelândia 

9º Austrália 

10º Suécia 

11º Israel

12º Costa Rica

13° Áustria

14° Estados Unidos 

15º Irlanda

22º Brasil

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